CASO

Ex-príncipe Andrew, filho de Elizabeth, é preso por ‘conduta imprópria’ após caso Epstein

Irmão do rei Charles III foi levado pela polícia em casa no dia do aniversário

Gabriel Rodrigues/O Tempo
Publicado em 19/02/2026 às 08:09Atualizado em 19/02/2026 às 09:28
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Ex-príncipe Andrew perdeu o título real em 2025 (Foto/Lindsey Parnaby/AFP)

Ex-príncipe Andrew perdeu o título real em 2025 (Foto/Lindsey Parnaby/AFP)

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, filho da rainha Elizabeth II e irmão do rei Charles III, foi preso na manhã desta quinta-feira (19/2) no Reino Unido, segundo a BBC britânica. Em comunicado, a polícia britânica esclareceu que a prisão é parte de uma investigação sobre suposta má conduta em cargo público. O ex-príncipe foi preso em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, no dia de seu aniversário de 66 anos. 

Andrew está envolvido no escândalo dos arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein. Ele teria compartilhado informações confidenciais do governo britânico em seu período como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. A polícia não confirmou, contudo, que a prisão esteja diretamente relacionada ao caso.

Ele perdeu o título de príncipe em 2025, implicado em escândalos que respingaram na imagem da família real. O rei Charles III retirou o título do irmão, que já havia afirmando que renunciaria a ele, embora negue ter cometido irregularidades em seu posto. 

O que liga o ex-príncipe Andrew a Jeffrey Epstein

Documentos incluídos nos chamados “arquivos Epstein” indicam que, em 2010, Andrew teria enviado relatórios confidenciais ao financista, incluindo informações sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e relatos de viagens oficiais à China, Singapura e Vietnã. A polícia regional de Windsor informou que analisa as informações envolvendo Andrew Moutbatten-Windsor, nome que passou a utilizar após perder os títulos e funções oficiais.

As revelações se somam às acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que morreu em 2025. Outras mulheres também afirmaram, por meio de advogados, terem sido enviadas por Epstein para manter relações sexuais com Andrew, incluindo relatos de encontros no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Paralelamente, o Ministério Público britânico investiga o ex-embaixador em Washington Peter Mandelson, suspeito de repassar documentos confidenciais a Epstein.

A polícia de Surrey informou ainda que tomou conhecimento de um relatório com alegações de tráfico de pessoas e abuso sexual de menor entre 1994 e 1996 na localidade de Virginia Water. O documento faz parte do lote mais recente de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein, que morreu na prisão em 2019. Segundo as autoridades locais, não há registros de que as denúncias tenham sido formalmente apresentadas à polícia na época.


Fonte: O Tempo

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