
Pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência e Tecnologia, além de empresas e cooperativas sediadas em Minas, podem submeter propostas. (Foto/Ascom/SedeMG)
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) lançou, nesta sexta-feira (27/3), um edital de R$ 50 milhões para financiar projetos voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas em Minas Gerais. A chamada pública prevê apoio a pesquisas, tecnologias e soluções inovadoras com aplicação prática no estado.
Batizado de “Minas pelo Clima”, o edital integra as ações do Plano Estadual de Ação Climática de Minas Gerais (Plac-MG) e é realizado em parceria com as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de Meio Ambiente (Semad-MG). Pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), além de empresas e cooperativas sediadas em Minas, podem submeter propostas até 11 de maio de 2026, por meio do sistema Everest.
Cada proposta poderá receber até R$ 3 milhões, a depender do potencial de impacto e da complexidade da iniciativa. O objetivo é incentivar soluções que tragam resultados concretos e aplicáveis, com benefícios técnicos, econômicos, sociais e ambientais. Os projetos devem se enquadrar em áreas consideradas estratégicas, como agropecuária, biodiversidade, indústria, gestão de riscos, segurança hídrica e apoio a populações vulneráveis.
Foco em soluções práticas
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, a proposta busca aproximar a produção científica das demandas do estado. “Aliar pesquisa e desenvolvimento às ações do plano é uma alternativa estratégica para implementar soluções baseadas em ciência”, afirmou.
O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destacou que o edital amplia o leque de possibilidades para inovação. “Uma das nossas maiores preocupações é quais tecnologias podemos desenvolver em Minas Gerais que terão relevância nessa pauta”, disse.
Já o secretário adjunto de Meio Ambiente, Diogo Franco, ressaltou a necessidade de respostas concretas. “A inovação é essencial para enfrentar desafios climáticos que são diários”, afirmou.
Pesquisadores veem oportunidade. Para o professor Bruno Grossi, da Universidade Federal de Viçosa, que atua com estudos sobre gases de efeito estufa, o investimento público pode impulsionar soluções de impacto. “Editais como esse são portas abertas para ampliar pesquisas e desenvolver inovações científicas e tecnológicas nessa área”, avaliou.
Plano climático
Alinhado com o novo edital, o Plano Estadual de Ação Climática estabelece metas e diretrizes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e ampliar a adaptação aos impactos climáticos. Entre os focos estão a transição energética, o desenvolvimento sustentável e a preparação do Estado para eventos extremos relacionados ao clima.
Fonte: O Tempo