A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega ao 14º dia nesta quarta-feira (23) sem acordo entre o banco e os trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar mediar o impasse entre as partes.
Uma audiência de mediação pré-processual está marcada para esta quarta, às 14h30, em Brasília. Participam da negociação representantes da Caixa e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que representa os empregados.
A paralisação começou em 10 de setembro e foi mantida depois que os funcionários rejeitaram, em assembleias realizadas na segunda-feira (21), a terceira proposta apresentada pela Caixa.
O principal ponto de divergência entre os trabalhadores e o banco está no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Na proposta apresentada pela instituição, a participação da Caixa no custeio do plano seria ampliada e o modelo de contribuição dos funcionários sofreria mudanças a partir de 2027. Entre os pontos apresentados está uma contribuição de 3,7% da remuneração-base para titulares, além de valores específicos para dependentes.
A proposta também prevê que a Caixa assuma o déficit do plano em 2026 e estabelece mudanças nos valores de coparticipação. O banco afirma que não haverá reajuste das mensalidades em 2026.
Os trabalhadores, no entanto, rejeitaram a proposta e decidiram manter a paralisação.
O procedimento levado ao TST pelo MPT é uma mediação pré-processual, ou seja, uma tentativa de construir um acordo antes da abertura de uma ação trabalhista formal.
A Contraf-CUT informou que a audiência não se trata, neste momento, de um dissídio coletivo. A intenção é buscar uma solução negociada para o impasse entre os empregados e a Caixa.
A Caixa afirmou que permanece empenhada em buscar uma solução que considere os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade.
Apesar da greve, alguns serviços da Caixa continuam disponíveis por meios digitais e pelos terminais de atendimento.
Entre as opções estão:
Segundo informações divulgadas pela Caixa, pagamentos de benefícios como Bolsa Família e Pé-de-Meia seguem sendo realizados de forma automatizada.
Os desdobramentos da audiência no TST devem definir os próximos passos da negociação entre a Caixa e os empregados.