A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua após a sessão de mediação realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminar sem acordo nesta quarta-feira (23). A paralisação nacional começou em 10 de setembro e segue nesta quinta-feira (24).
A reunião foi realizada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e contou com representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).
O impasse ocorre após os empregados rejeitarem, em assembleia realizada na segunda-feira (21), a terceira proposta apresentada pela Caixa para o Acordo Coletivo de Trabalho. Mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta, segundo a Comissão Executiva dos Empregados.
Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta rejeitada previa ampliar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.
Os trabalhadores também reivindicam mudanças em outros itens do acordo específico da categoria, que estão em negociação desde junho.
Com o fim da mediação sem consenso, a Caixa decidiu recorrer ao próprio TST para discutir o impasse por meio de um dissídio coletivo. O banco informou que busca segurança jurídica para a continuidade das negociações.
Mesmo com a paralisação, a Caixa informa que serviços como pagamentos, saques e outros atendimentos podem ser realizados por canais alternativos.
Entre as opções estão:
Os pagamentos de benefícios sociais, como os programas do governo federal, continuam sendo realizados. Segundo informações divulgadas pela Caixa, os depósitos são automatizados e seguem o calendário previsto.
A greve permanece sem acordo entre o banco e os trabalhadores enquanto o impasse passa a ser discutido no TST.