
Após a confirmação de dois casos, cerca de 180 pessoas foram testadas e aproximadamente 20 contatos considerados de alto risco foram colocados em quarentena. (Foto/Divulgação)
Autoridades de saúde da Índia emitiram um alerta nacional após a confirmação de casos do vírus Nipah, um patógeno raro e potencialmente letal transmitido por morcegos e ligado a surtos graves no passado. O alerta ocorre depois que duas profissionais de saúde testaram positivo para o vírus no estado de Bengala Ocidental, na região leste do país, elevando a preocupação dos serviços de saúde pública.
As duas pessoas infectadas, enfermeiras que trabalhavam no Hospital Multiespecializado Narayana, em Barasat, teriam contraído a infecção ao atender um paciente com sintomas respiratórios graves e encefalite — quadro que caracteriza a doença em humanos. Após a confirmação dos casos, cerca de 180 pessoas foram testadas e aproximadamente 20 contatos considerados de alto risco foram colocados em quarentena, enquanto equipes de saúde monitoram possíveis novos casos.
O vírus Nipah é uma infecção zoonótica que pode ser transmitida de animais — especialmente morcegos frugívoros — para humanos, por meio de contato direto ou ingestão de alimentos contaminados, e também pode ocorrer transmissão entre pessoas em situações de contato próximo. A doença pode causar febre, sintomas respiratórios e encefalite (inflamação cerebral), com alta taxa de mortalidade, estimada historicamente entre 40% e 90% em surtos anteriores, conforme a Organização Mundial da Saúde.
Em resposta aos casos, as autoridades sanitárias de Bengala Ocidental e de outros estados vizinhos intensificaram a vigilância e as medidas de contenção. Em alguns locais, foram elaboradas diretrizes específicas para identificar contatos, isolar pacientes e orientar profissionais de saúde. Equipamentos de diagnóstico avançado para Nipah foram mobilizados para acelerar os testes e reforçar a capacidade de resposta local. Especialistas recomendam cautela à população, mas enfatizam que, até o momento, a transmissão permanece limitada aos casos identificados e que não há motivo para pânico, embora a vigilância continue elevada.