Foco central nas negociações de paz em curso neste sábado (11/04) entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, que estão reunidos no Paquistão, a liberação do Estreito de Ormuz pode não ser tão simples. A reabertura para tráfego naval no local - por onde transitam 20% do petróleo mundial - estaria travada na impossibilidade do Irã de detectar onde estão todas as minas navais que colocou na passagem durante a guerra, segundo informações divulgadas pelo jornal "The New York Times".
As minas navais instaladas na área são explosivos que podem acionar automaticamente por contato ou quando detectam a passagem de uma embarcação. Estimativas não oficiais apontam que o governo iraniano pode ter até 6 mil minas navais instaladas.
O próprio Irã alertou para a presença de minas navais na região e garantiu que a Guarda Revolucionária coordenaria o tráfego marítimo no local. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o estreito estava aberto, mas com restrições de passagem.
Com o conflito no Oriente Médio em sua sexta semana, países enfrentam custos crescentes de energia como impacto do fechamento do estreito. A menos que a área seja reaberta, pode ocorrer escassez de derivados de petróleo globalmente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem reiterando as ameaças contra o regime iraniano devido ao fechamento de Ormuz. Ele chegou a dizer que uma "civilização inteira" iria morrer em ataques americanos caso as partes não chegassem a um acordo.
Em pronunciamento à nação na sexta-feira (10/04), o novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, reafirmou que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras daqui para frente.
Fonte: O Tempo.