O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou João de Deus, nesta segunda-feira (2), por estupro de vulnerável contra quatro mulheres durante atendimentos espirituais em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. Os crimes ocorreram entre 2010 e 2016. Esta é a 11ª denúncia contra ele por crimes sexuais. Preso há quase um ano, João de Deus sempre negou os crimes.
As vítimas são do Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal. Elas tinham entre 25 e 40 anos na época dos crimes. Além disso, a denúncia conta com o depoimento de outras sete mulheres que disseram ser vítimas, mas os crimes já prescreveram.
Junto com a denúncia foi feito um novo pedido de prisão contra o acusado. O MP informou que 319 pessoas já procuraram o órgão e disseram ter sido vítimas de João de Deus, sendo que destas, 194 formalizaram um procedimento contra ele.
Com essa denúncia, o MP já soma 57 vítimas de João de Deus, cujo casos não prescreveram. Outras 87 mulheres são testemunhas dos casos, pois os crimes já prescreveram.
A promotora Ariane Patrícia Gonçalves aponta que, em quase um ano de trabalho, mais vítimas se sentiram seguras para fazer as denúncias.
“O que percebemos é que quando há nova, mais vítimas aparecem. Elas sempre perguntam se ele segue preso, se vai continuar. Ela segregação dele é importante para que as vítimas continuem denunciando os crimes”, disse.
As promotoras afirmaram que dois dos processos envolvendo crimes sexuais já tiveram as audiências concluídas e esperam só a sentença. Além disso, outra denúncia deve ser apresentada ainda esse ano.
João de Deus está preso desde 16 dezembro de 2018. Ele sempre negou que tivesse abusado sexualmente de mulheres e adolescentes que o procuravam na Casa Dom Inácio de Loyola para atendimentos espirituais.
Em março, João de Deus foi levado para um hospital de Goiânia. Ele ficou mais de dois meses internado com um aneurisma no abdômen. Por determinação da Justiça, voltou ao presídio em 6 de junho, onde está desde então.
A defesa dele vem tentando que ele seja transferido para a prisão domiciliar, mas teve o pedido negado diversas vezes. Ele já saiu por mais de uma vez do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia para fazer exames.
*Com informações do G1