Amanhã, cerca de R$ 70 milhões devem fazer ao menos um brasileiro o mais novo milionário do país. Segundo a Caixa Econômica Federal, o prêmio, que já se acumula há nove semanas consecutivas, será o 3º maior valor pago na história do sorteio. E na tentativa de se tornar milionários, existem aqueles persistentes, que todas as semanas não deixam de fazer o seu joguinho e confiar na sorte. O eletricista Alberto Mio pensa em investir em terras e se tornar um fazendeiro. “Se acontecer de ganhar um grande acumulado, penso em comprar uma ou duas fazendinhas e um carro”. Já para alguns, o ideal seria investir em lazer, como o aposentado Alves Martins, que planeja comprar uma casa na praia. “Eu ajudaria a família e compraria uma casa na praia, em Santos”. Para os especialistas em investimentos, o certo seria diversificar. Segundo o economista Cássio Silveira, o futuro ganhador desta bolada precisaria verificar quais os melhores ramos pra se investir. “As pessoas pensam logo em um investimento sem riscos, como a poupança, mas o ideal seria diversificar, investir em aplicações financeiras, desde bolsa de ações até mesmo em imóveis.” E o economista ainda dá outra dica: “A pessoa precisa verificar com qual o ramo ela tem mais afinidade para investir.” Prejuízo. Se de um lado os apostadores estão otimistas em relação ao prêmio, as lotéricas, apesar do aumento nas vendas com a proximidade do sorteio, amargam prejuízos desde a proibição do famoso bolão. Nilton Pollini, dono de uma casa lotérica no bairro Estados Unidos, tem expectativa de aumento no número de apostas em mais de 50%. Para ele, porém, as vendas poderiam ser melhores se o bolão não fosse proibido. Segundo o coordenador do Procon de Uberaba, Sebastião Severino Rosa, não haverá fiscalização sobre a realização dos bolões nas lotéricas da cidade. Mas a entidade reforça que os consumidores devem se prevenir quanto a esse tipo de aposta e só registrarem o jogo em local de confiança, tendo a absoluta certeza de que a aposta foi registrada.