CUIDADO

Minas registra 155 mortes por afogamento em 2026; celular e desatenção aumentam riscos

Estado contabilizou 155 mortes entre janeiro e agosto; 90% dos casos ocorreram no interior, segundo o Corpo de Bombeiros

Publicado em 14/09/2026 às 10:45
Compartilhar

Minas Gerais registrou 155 mortes por afogamento entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Do total, 141 ocorreram no interior do Estado, enquanto 14 foram registradas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O número chama atenção para os riscos durante períodos de lazer em piscinas, rios, clubes e outros locais com água. Segundo especialistas em prevenção, a falta de atenção, principalmente quando o responsável está usando o celular, pode aumentar o risco de acidentes.

Afogamento pode acontecer em poucos segundos

A supervisão de crianças é apontada como uma das principais medidas de prevenção. Estar no mesmo ambiente, porém, não significa necessariamente estar atento.

A recomendação é que crianças pequenas permaneçam a, no máximo, um braço de distância de um adulto responsável, que deve manter atenção constante e evitar o uso do celular durante a supervisão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o afogamento costuma ocorrer de forma rápida e silenciosa, sem necessariamente haver gritos ou pedidos de socorro.

Interior concentra maioria das mortes

Os dados do CBMMG mostram que a maior parte dos casos ocorre fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2026, foram registradas 22 mortes em janeiro, 24 em fevereiro e 21 em março.

No ano passado, Minas Gerais contabilizou 286 mortes por afogamento. Em 2024, foram 246. O maior número da série histórica ocorreu em 2016, quando 385 pessoas morreram afogadas.

Boias não substituem supervisão

Boias de braço, circulares e colchões infláveis não devem ser considerados equipamentos de segurança. Segundo as orientações de prevenção, esses objetos podem furar, virar ou criar uma falsa sensação de segurança.

Aprender a nadar também não elimina o risco. Crianças que sabem nadar ainda podem sofrer acidentes por motivos como cansaço, cãibras, sustos ou brincadeiras na água.

Como evitar acidentes

Antes de permitir o acesso à piscina, a recomendação é verificar se o local possui cerca, portão e trava que impeçam o acesso não autorizado. Brinquedos também devem ser retirados das proximidades da água para evitar que atraiam crianças.

Durante o uso da piscina, é importante definir um adulto responsável pela supervisão e manter crianças pequenas próximas. O celular deve ficar de lado durante esse período.

Se o responsável precisar se afastar, outra pessoa deve assumir a supervisão de forma clara. A orientação é avisar o outro adulto e só deixar o local depois de receber a confirmação de que a criança está sendo acompanhada.

A prevenção, segundo as orientações, depende principalmente de atenção constante, barreiras de proteção e supervisão ativa.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por