CONSTRANGIMENTO

Mulher é constrangida em academia por usar top durante treino em São José dos Campos

Aluna foi orientada por funcionária a cobrir o corpo por conta da presença de homens casados; caso está sendo apurado pela academia

Publicado em 07/04/2026 às 09:11
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Uma engenheira de 33 anos relatou ter sido constrangida em uma academia de São José dos Campos (SP) após ser orientada a vestir uma camiseta sobre o top usado no treino. O episódio aconteceu na unidade da John Boy Academia no bairro Jardim Oswaldo Cruz e está sendo investigado pela empresa.

Segundo a aluna, Poliana Frigi, o incidente ocorreu no fim de semana, quando uma funcionária da recepção questionou se o top que ela usava era um sutiã e solicitou que ela se cobrisse, alegando que no local havia “homens casados”.

“Eu comecei a me olhar no espelho e pensar: será que estou com um top pequeno? Será que está aparecendo alguma coisa? Eu comecei a me sentir mal”, relatou Poliana. Ela afirmou que tentou conversar com o gerente da unidade, mas não conseguiu obter contato e saiu da academia se sentindo constrangida.

A advogada Raquel Marcondes, especialista em direito civil, explicou que situações como essa podem configurar constrangimento ilegal, especialmente se houver exposição pública diante de outras pessoas. “Quando a pessoa vai a um ambiente como a academia, é esperado que use roupas confortáveis e adequadas para a prática de atividade física. Se alguém é constrangido de forma vexatória ou humilhante, isso pode ter repercussão penal e civil”, disse.

Marcondes orienta que vítimas em casos semelhantes registrem o ocorrido, formalizem reclamação e busquem orientação jurídica. Ela também ressalta que academias podem definir regras de vestimenta, mas elas devem estar previstas em contrato e informadas previamente aos alunos.

A John Boy Academia informou que iniciou apuração interna sobre o caso e está revisando protocolos de atendimento, promovendo treinamentos sobre respeito, diversidade e inclusão. Em nota, a empresa afirmou:

“Estamos buscando contato direto com a aluna envolvida para ouvi-la. Internamente, já iniciamos a revisão de nossos protocolos de atendimento e comunicação, incluindo treinamentos voltados a respeito, diversidade e inclusão para toda a equipe. Pedimos desculpas à nossa aluna e a todos que se sentiram afetados por este episódio.”
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