SAÚDE DIGITAL

Mulheres lideram uso de inteligência artificial para cuidados com a saúde no Brasil

Estudo revela que brasileiras recorrem mais que homens a ferramentas como ChatGPT e Gemini para tirar dúvidas médicas e entender exames.

Publicado em 07/04/2026 às 10:25
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No Dia Mundial da Saúde, levantamento do Olá Doutor mostra que 74,5% das brasileiras usaram inteligência artificial no último ano para esclarecer dúvidas sobre sintomas, doenças e tratamentos, percentual superior ao observado entre os homens, de 66,2%. O estudo aponta que 7 em cada 10 entrevistados recorrem a tecnologias de IA para obter informações sobre seu próprio corpo.

A pesquisa, realizada com 500 adultos em todas as regiões do país, revela que quase metade dos entrevistados usa a IA para compreender medicamentos e diagnósticos médicos. Ferramentas como ChatGPT e Gemini funcionam como apoio para interpretar informações técnicas, mas não substituem consultas presenciais.

“Avaliações feitas por um profissional de saúde são insubstituíveis. Ferramentas podem ampliar o acesso à informação, mas não substituem a análise clínica”, afirma Anderon Zilli, CEO do Olá Doutor.

Principais temas e perfis de uso

Os sintomas gerais lideram as buscas (59,6%), seguidos por nutrição e alimentação (54%) e saúde mental, incluindo ansiedade, estresse e depressão (46,8%). Pessoas com doenças crônicas recorrem à tecnologia com mais frequência (81,4%), enquanto indivíduos sem condições contínuas registram 61,6%. Estudantes e jovens de até 30 anos também se destacam no uso da IA.

Mulheres usam mais a tecnologia que homens (74,5% contra 66,2%), e 49% dos respondentes pesquisam sobre medicamentos, 41,6% sobre diagnósticos e 35,4% para interpretar exames ou laudos.

Benefícios e riscos

O estudo mostra que a IA pode aumentar a atenção ao próprio corpo: 58,8% dos entrevistados afirmaram que passaram a observar melhor sintomas e sinais, enquanto 52,4% se informam mais sobre prevenção e cuidados. Quase metade adotou mudanças de hábitos, como melhorias na alimentação ou atividades físicas.

Por outro lado, 20,2% relataram pesquisar de forma excessiva sobre doenças, 16,8% tornaram-se mais ansiosos e 30% interpretaram sintomas como mais graves do que eram. Ainda assim, 22,4% minimizaram sinais que se mostraram importantes.

Futuro da IA na saúde

Apesar do uso crescente, a cautela permanece: 52,8% dos entrevistados possuem algum grau de desconfiança sobre o armazenamento de dados de saúde nas plataformas. Cerca de 30% acreditam que a IA deve impulsionar inovações na saúde com regulamentações adequadas, enquanto 26,8% veem a tecnologia como ferramenta de apoio, sem substituir médicos.

O levantamento reforça que a inteligência artificial se consolida como recurso de apoio à saúde, mas não deve substituir o acompanhamento médico presencial.

Metodologia: 500 adultos, confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Foram aplicadas 8 questões sobre frequência de uso da IA, temas mais buscados e impactos no cotidiano.

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