
Maior parte dos clientes fará compras de Natal na segunda quinzena de setembro, segundo pesquisa da Fecomércio-MG (Foto/Alex de Jesus)
O Natal é tempo de afeto e reunião com a família, mas também de dinheir a melhor data de vendas do comércio deve movimentar quase R$ 5,6 bilhões na economia em Minas Gerais em 2022, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio MG). Minas só fica atrás de São Paulo, onde o faturamento previsto, de R$ 22,2 bilhões, é quase quatro vezes maior.
A maioria dos comerciantes mineiros, 56,4% dos entrevistados pela Fecomércio-MG, dizem acreditar que o faturamento neste Natal será superior ao último. Eles estão menos otimistas do que em 2021, quando 69,6% da amostra previam vendas melhores do que no ano anterior. “Tradicionalmente, o Natal é a data mais relevante para o comércio, que redobra suas apostas em diversas estratégias para atrair o consumidor e concretizar vendas. Neste ano, temos um cenário mais favorável em termos de emprego e renda, frente a 2021, porém o momento ainda exige cautela e planejamento por parte das famílias e dos empresários”, pondera o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida. A reta final do ano, com Black Friday, Copa e Natal, chegou com recorde de famílias endividadas no Brasil.
Os principais motivos que levam os comerciantes a acreditar em um aumento de vendas são o valor afetivo da data (resposta de 44,4% dos comerciantes), a expectativa e confiança do consumidor (19,7%) e o aquecimento do comércio (13,5%). Por outro lado, entre a minoria que fala em vendas piores neste ano, os fatores de maior impacto são o ano eleitoral (resposta de 21,2% dos entrevistados), o endividamento do consumidor (16,1%) e a Copa do Mundo (13,6%). A Copa, inclusive, foi um dos motivos para uma sexta de Black Friday frustrante em Belo Horizonte, segundo o Sindicato do Comércio Lojista de (Sindilojas-BH).
O consumidor brasileiro é conhecido pelos lojistas por deixar as compras para os últimos momentos. Neste ano, isso não deve ser diferente, na perspectiva de 77,6% dos comerciantes, que dizem que o consumidor só deve ir às compras a partir da segunda quinzena de dezembro. A maioria dos entrevistados também avaliam que os gastos com presentes não passarão de R$ 200 e serão pagas principalmente no cartão de crédito parcelado, que 32,9% dos lojistas analisam que será a forma de pagamento escolhida pelos clientes. Já comprou seus presentes? O TEMPO preparou uma lista de presentes de Natal de até R$ 100.
Fonte: OTEMPO