SAÚDE

Novo comprimido reduz 60% do colesterol ruim em teste clínico

Pílula experimental foi testada em pacientes com aterosclerose ou risco cardiovascular

Jéssica Malta/O Tempo
Publicado em 25/03/2026 às 17:31
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Um comprimido experimental foi capaz de reduzir em cerca de 60% os níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL), conhecido como "colesterol ruim", de acordo com um ensaio clínico de fase três publicado no “The New England Journal of Medicine”. Chamada de enlicitida, a pílula foi testada em pacientes com aterosclerose ou risco cardiovascular.

Os participantes do estudo já utilizavam estatinas, mas mantinham níveis médios de colesterol LDL em 96 miligramas por decilitro (mg/dl), valor acima das metas recomendadas de 70 mg/dl para pessoas com aterosclerose e 55 mg/dl para aquelas em risco de doença cardiovascular aterosclerótica.

Aproximadamente dois terços dos 2.909 participantes receberam enlicitida, enquanto o restante recebeu placebo. Após 24 semanas, os pacientes tratados com o medicamento experimental apresentaram queda de cerca de 60% no colesterol LDL comparados ao grupo placebo. Os resultados se mantiveram durante um ano completo de acompanhamento.

De acordo com os pesquisadores, a enlicitida igualou a potência de medicamentos injetáveis existente, como evolocumabe e alirocumabe, que também reduzem o colesterol LDL em cerca de 60%. A diferença principal é que a enlicitida é administrada por via oral uma vez ao dia.

O medicamento também diminuiu outros marcadores relacionados a doenças cardiovasculares, entre eles o colesterol de lipoproteína não-HDL, a apolipoproteína B e o lipoproteína(a).

"Menos da metade dos pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida atualmente atingem as metas de colesterol LDL. Uma terapia oral tão eficaz tem o potencial de melhorar dramaticamente nossa capacidade de prevenir ataques cardíacos e derrames em nível populacional", observou Ann Marie Navar, médica cardiologista, professora associada de medicina interna na Peter O'Donnell Jr. School of Public Health do UT Southwestern Medical Center, e líder do estudo. 

Ela também pontuou que os tratamentos injetáveis, embora altamente eficazes, não são amplamente utilizados na prática clínica cotidiana. Desafios anteriores incluíam custos elevados e barreiras de seguro. Embora essas questões tenham melhorado, muitos médicos ainda hesitam em prescrevê-los. Uma razão provável é que esses medicamentos precisam ser administrados por injeção.

Como a enlicitida funciona?

A enlicitida se liga à proteína PCSK9 na corrente sanguínea para ajudar o organismo a remover o colesterol LDL de forma mais eficiente. A PCSK9  é uma proteína que limita o número de receptores de LDL nas células hepáticas, dificultando a eliminação do colesterol pelo organismo.

Quais são os próximos passos?

Outro ensaio clínico já está em andamento para determinar se essas reduções no colesterol resultarão em menos infartos e derrames.

Fonte: O Tempo.

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