A pandemia do novo coronavírus em Minas também afetou os transplantes de órgãos no Estado. Segundo o diretor da MGTransplantes, Omar Cançado, o número de doadores diminuiu cerca de 60% desde o início da pandemia.
A realização das cirurgias continua, especialmente para pacientes com risco de morte sem o transplante. No entanto, a recomendação do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Transplantes é que não sejam considerados doadores com suspeita ou contaminação pelo coronavírus ou que tiveram contato com pessoas contaminadas. "Além disso, as ocorrências que mais levam doadores ao sistema de saúde também diminuíram com todos em quarentena", explica.
A orientação durante a pandemia é de que, antes de recolher os órgãos, os médicos conversem com os familiares do doador para entender o histórico dele, se teve alguma sindrome respiratória ou contato com alguém nessas condições. "Não fazemos testes porque existe o risco de o teste ser um falso negativo, e como o transplantado já é imunossuprimido, não podemos arriscar", detalhou Cançado.
Fila
Atualmente, em Minas, 4.227 pessoas esperam um transplante. Mais da metade deles aguarda a doação de rins. De fevereiro até o fim de março, 560 cirurgias foram realizadas em Minas. Os números após a pandemia, segundo explicou o diretor da MG-Transplantes, deve diminuir pela redução do número de doadores.
Nesse contexto, ele faz um apelo às famílias de possíveis doadores para que tenham o altruísmo e a solidariedade de colaborar com pessoas que podem não ter outras oportunidades de viver se não fizerem o transplante já.
*Com informações O Tempo