Polícia aponta que presidente atentou contra a paz pública ao dizer que imunizante estava associado ao risco de contrair Aids
Presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto/Presidência da República/ Divulgação)
A Polícia Federal concluiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu e incitou a prática de crimes ao disseminar notícias falsas que relacionavam a vacina contra Covid-19 com o risco de se contrair Aids. A investigação foi aberta a partir da fala de Bolsonaro feita em uma transmissão ao vivo em uma rede social no dia 21 de outubro de 2021. Na mesma "live" o presidente também questionou o uso de máscaras.
Com a conclusão do inquérito, a PF encaminhou um relatório final da investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento aponta que Jair Bolsonaro cometeu crime e incitou crimes contra a paz pública e de responsabilidade sanitária, ao propagar notícias falsas e incentivar o abandono ao uso de máscaras. O relatório aponta ainda que ele também cometeu contravenção penal ao "alarmar" os espectadores de sua live sobre um "perigo inexistente" passível de causar tumulto e pânico na população. O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes.
As falas reproduzidas por Jair Bolsonaro na ocasião da "live" foram basedas em material produzido por Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do gabinete da Presidência da República e um dos principais conselheiros de Bolsonaro. Cid é alvo de outras investigações que também estão sob a relatoria de Alexandre de Moraes.
Em agosto deste ano, a delegada Lorena Lima, que conduziu a investigação na PF, chegou a solicitar ao Supremo uma autorização para tomar depoimento do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ele acabou não prestando depoimento.
Fonte: OTEMPO