GERAL

Primeira-dama acusada de improbidade administrativa

Ação acusa a primeira-dama Ângela Mairink de Souza Pereira e seu irmão, Walisson Mairink de Souza de participarem de irregularidades na contratação de empresa de telemarketing

Thassiana Macedo
Publicado em 01/03/2012 às 09:00Atualizado em 17/12/2022 às 08:42
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Além da primeira-dama Angela Mairink, o irmão dela e o secretário Rômulo Figueiredo estão entre os indiciados

Promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes, ajuizou Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa contra RB Sistemas de Informação, Rômulo de Souza Figueiredo, Maria Aparecida Velasco Fernandes e Sérgio Antônio Mota. Além deles, ação acusa ainda a primeira-dama Ângela Mairink de Souza Pereira e seu irmão, Walisson Mairink de Souza de participarem de irregularidades na contratação de empresa de telemarketing RB News pela Prefeitura Municipal de Uberaba.

Neste caso, a ação pede a nulidade dos contratos com a empresa, a condenação solidária dos indiciados para que devolvam o valor de R$ 774.999,55 aos cofres públicos, a proibição de contratarem com o Poder Público e ao pagamento das custas processuais e de multa civil no valor de duas vezes os danos. Além disso, o Ministério Público pede a perda de função pública e a suspensão dos direitos políticos por cinco a oito anos.

A investigação foi aberta pelo Ministério Público após nota publicada pelo Jornal da Manhã em 2009. Consta na inicial da ação, que conforme apurado no inquérito civil, “o processo licitatório, embora transmita falsa aparência de legalidade, foi elaborado com o ilegal propósito de direcionar a contratação da empresa RB News”, frisa o promotor.

Para isso, José Carlos declara que, a então chefe de Gabinete Ângela Mairink, expediu Ordem de Serviço autorizando a RB News a prestar serviços à Prefeitura “em atendimento à chefia de Gabinete”. O contrato resultou no importe de R$ 620 mil, valor que foi aumentado em R$ 155 mil, “após irregular aditamento”. O promotor chama a atenção para o fato de que a empresa teria contratado o irmão da primeira-dama, Walisson Mairink, como gerente de telemarketing logo após a licitação.

Durante as investigações, o Ministério Público descobriu que a mesma empresa é responsável por “coincidências que chegam às raias do absurdo”, em licitação no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A empresa também é a mesma que já prestou serviços de publicidade e telemarketing na campanha eleitoral de 2008 do atual prefeito Anderson Adauto, conforme ele mesmo declarou à coluna do JM em 2009.

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