Apontamento foi feito por meio de um estudo realizado pela Faculdade de Ciências Econômicas, Ipea e secretarias estaduais de MG
Um panorama foi traçado por diversas entidades de Minas Gerais para projetar o sistema de saúde. Uma nota técnica apontou que se a taxa de infecção por Covid-19 de 1% da população for alcançada em um mês, nenhuma macrorregião do Estado conseguirá atender a demanda dos casos graves da doença.
A pesquisa considera a oferta de leitos existente em dezembro de 2019. O Estado tem 20,87 milhões de habitantes – ou seja, poderá haver um colapso no sistema de saúde se 208 mil se infectarem nas próximas semanas.
O texto foi publicado nesta semana por pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas (Face), do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão de Belo Horizonte.
Mesmo no melhor cenário, em que a taxa de infecção da população for de 1% em seis meses, 36% das macrorregiões de saúde estaduais já estariam comprometidas. Se a taxa de infecção atingir 10% em 12 meses, todas as microrregiões seriam sobrecarregadas.
“No caso de alguns municípios, a distância que os pacientes terão de percorrer pode ser elevada. Segundo diretrizes definidas pelo Estado, quando a distância média a ser percorrida for superior a 200 quilômetros, a oferta de transporte via Suporte Aéreo Avançado de Vida ou UTI móvel será organizada conforme a necessidade. Municípios com esse perfil correspondem a 9% do total do estado e estão em sua maior parte localizados na macrorregião Nordeste”, destaca uma das autoras do estudo, a professora Kenya Noronha, do Cedeplar.
Para que o sistema de saúde não entre em colapso neste momento, é fundamental que toda a população atenda às recomendações médicas de ficar em casa, sempre que possível. Também é fundamental redobrar a atenção na higienização das mãos. O Ministério da Saúde recomenda ainda à população que produza máscaras caseiras, para uma maior proteção em espaços públicos.
*Com informações Hoje em Dia