Pela legislação estadual, as indústrias de couro são obrigadas a dar uma destinação ecológica aos resíduos. Em Uberaba, porém, a Prefeitura se encarregava de recolher as sobras das indústrias. Contudo, em março, a Secretaria de Infraestrutura decidiu interromper a coleta e deu três meses para que as empresas se adequassem. O prazo acabou no fim de junho e desde então as 60 indústrias de calçados do município vêm acumulando o resto do couro. Mas o Sindicato das Indústrias Calçadistas conseguiu um destino para o resíduo das 28 empresas associadas. A presidente Alexandra Pereira Maciel conta que uma empresa de Betim vai alugar um aterro para o sindicato, que vai pagar uma transportadora para levar o material até a região metropolitana da capital. “O sindicato teve que negociar para poder fazer todo o processo. É um processo complicado, porque tem que procurar a destinação, o melhor preço. Dentro de três meses tivemos que fazer o trabalho que cidades como Nova Serrana levaram dois anos para concluir”, esclarece. A coleta do sindicato começa ainda esta semana e a estimativa é de que as indústrias produzam por mês 12 toneladas de resíduos. Segundo Alexandra, os resíduos vão para um aterro industrial, por enquanto, mas existem outras destinações mais caras, que dependem de análise do material.