"Ninguém viu ela saindo". O relato de Nilse Alves Pontes, de 68 anos, demonstra apreensão em relação ao desaparecimento da filha — a mineira Daiane Alves Sousa, de 43 anos, que está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, ao ir no subsolo do prédio para checar uma falta de energia no apartamento em que mora na cidade de Caldas Novas, no interior de Goiás.
Nesta quinta-feira (15), Nilse afirmou que não há pistas sobre o possível paradeiro de Daiane, que é natural de Uberlândia, e trabalha como corretora de imóveis. Ela é solteira e mora junto com a mãe, o pai e a filha de 17 anos na cidade goiana há dois anos.
Imagens do circuito interno do condomínio mostram o momento em que Daiane entra no elevador, com um celular gravando na mão e junto de um vizinho, para na portaria, conversa com o porteiro, volta para o equipamento, desce no subsolo do residencial e, posteriormente, não é mais vista. O registro, disponibilizado por Nilse, ocorre entre as 18h57 e 19h do dia 17 de dezembro. Confira.
De acordo com a mãe de Daiane, a família possui diversos apartamentos em Caldas Novas — que eram alocados pela filha. Nilse conta que estava em Uberlândia quando conversou com Daiane pela última vez. "Eu iria voltar para Caldas e iríamos conversar sobre as locações dos apartamentos referentes ao Natal e ao Ano Novo. Voltaríamos para Uberlândia, onde passaríamos o Natal. Porém, ao chegar em Caldas, ela não estava no apartamento", lamenta.
A idosa afirma que procurou a filha em outros apartamentos, mas não há encontrou. Questionada se algum dos porteiros do condomínio viu se ela saiu pela portaria do prédio a pé, Nilse aponta que não há nenhum indício no momento, já que não teve acesso a todas as imagens do circuito interno.
"Saímos pela cidade, que é pequena, procuramos e não encontramos. Procuramos a polícia e fizemos um boletim de ocorrência para registrar o desaparecimento. Procurei em outros apartamentos, liguei para um colega dela e nada", diz Nilse, que descarta a possibilidade da filha ter saído pelo prédio de carro, já que o veículo estava em uma oficina de Uberlândia passando por reparo.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) foi procurada por e-mail e a reportagem aguarda o posicionamento. O espaço segue aberto.
Fonte: O Tempo