Gotículas de um espirro contaminado podem se depositar no pelo do cão ou do gato
Integrante da família que apresentar sintomas gripais ou suspeita de Covid-19 deve se isolar, também, do cão e gato doméstico. É o que propõe o médico veterinário e professor universitário Cláudio Yudi. A recomendação prevê, por exemplo, evitar que gotículas de um espirro contaminado não se depositem no pelo do cão ou gato.
Cláudio Yudi explica que cães e gatos são passíveis de infeção por outras espécies da família coronavírus. Em relação ao SARS-Cov-2, como o vírus é recente, o melhor é se precaver, porque pouco se sabe até o momento sobre os efeitos do vírus. Além disso, a principal preocupação não é que o animal contamine o homem, mas justamente o contrário, ressalta o veterinário.
Nesse sentido, a médica veterinária Emanuelle Carneiro recomenda que o passeio na rua com o animal doméstico seja restringido diante da pandemia do novo coronavírus. “Os cães e gatos podem trazer agentes (como carrapato e o novo coronavírus) para casa sem querer, nas patas, focinhos, como nossos sapatos e bolsas trariam. É isso que caracteriza um indivíduo ou utensílio como sendo fômite. Ou seja, ele tem a condição de passar o agente sem ser, necessariamente, acometido pela doença”, explica.