Uma mulher de 52 anos procurou a Polícia Militar após ficar sem acesso a uma casa que havia adquirido em uma negociação imobiliária em Uberaba. Segundo o relato, além de entregar outro imóvel como parte do pagamento, ela transferiu R$ 50 mil em dinheiro ao vendedor. Na sexta-feira (6), ao tentar entrar na residência, no bairro Vila Presidente Vargas, percebeu que as fechaduras haviam sido trocadas e que o controle remoto do portão eletrônico não funcionava.
De acordo com o boletim de ocorrência, o contrato de compra e venda foi firmado em 30 de setembro de 2026. O acordo previa o pagamento de uma quantia em dinheiro e a transferência de outro imóvel pertencente à compradora, em uma operação de permuta. Na ocasião, ela pagou R$ 40 mil de entrada e recebeu do vendedor a posse da residência.
Posteriormente, conforme a denunciante, o vendedor solicitou mais R$ 10 mil, sob a justificativa de que precisava do valor para despesas cartorárias relacionadas à negociação. A mulher afirmou que realizou o repasse, totalizando R$ 50 mil pagos em dinheiro.
Durante a regularização da documentação, surgiram divergências sobre pendências administrativas e reparos que, segundo a compradora, haviam sido assumidos pelo vendedor. Entre os serviços estavam intervenções no telhado, instalação de um blindex e colocação de um toldo.
Ainda conforme o registro, o filho da mulher conversou com o vendedor e teria sido acertado um abatimento de R$ 6 mil no valor da negociação: R$ 4 mil para o reparo do telhado e R$ 2 mil para a instalação do blindex e do toldo. A denunciante afirmou, porém, que o vendedor posteriormente teria informado que não cumpriria o combinado.
Dois corretores de imóveis que acompanharam a negociação se dispuseram a assumir os custos da instalação do toldo, após a elaboração de um orçamento.
Compradora encontra fechaduras trocadas
O episódio mais recente ocorreu por volta das 13h de sexta-feira (6), quando a mulher foi até a residência e tentou abrir o portão eletrônico com o controle que estava em sua posse. Como o equipamento não respondeu, ela imaginou inicialmente que o imóvel estivesse sem energia elétrica.
Ao tentar abrir a porta com a própria chave, percebeu que a fechadura havia sido substituída. Também constatou que o sistema do portão não reconhecia mais seu controle remoto, o que a impediu de entrar na casa.
A compradora relatou que móveis, objetos e outros pertences pessoais permaneciam no interior do imóvel. Ela afirmou possuir fotografias e vídeos que comprovam a presença dos bens na residência.
Segundo o boletim, a mulher informou que, além dela, o vendedor era a única pessoa que possuía um controle remoto do portão. Apesar disso, declarou não saber quem realizou a troca das fechaduras e a alteração do sistema de acesso, sem atribuir diretamente a responsabilidade ao antigo proprietário.
Ainda na sexta-feira, por volta das 18h45, ela providenciou a reconfiguração do controle do portão eletrônico e a substituição das fechaduras.
A mulher compareceu a uma base da Polícia Militar acompanhada dos dois corretores que participaram da negociação. Durante o atendimento, informou ter documentos do contrato, comprovantes dos pagamentos, fotografias, vídeos e conversas mantidas com o vendedor pelo celular. Ela se colocou à disposição para apresentar o material às autoridades.
A ocorrência foi registrada como outras ações de defesa social e encaminhada à Polícia Civil para conhecimento e eventuais providências. O boletim não informa a existência de prisão nem apresenta conclusão sobre quem realizou as alterações no sistema de acesso ou sobre eventual prática de crime.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.