
Perícia Técnica da Polícia Civil recolheu 13 estojos de munição calibre 9mm e quatro projéteis no local do homicídio, no bairro Valim de Melo, em Uberaba (Foto/Divulgação PMMG)
O jovem Luís Diego Câmara, de 24 anos, executado com vários tiros na cabeça e um na região lombar, tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça do Maranhão. A informação foi descoberta pela Polícia Militar durante as diligências para apurar o assassinato, ocorrido na tarde de sexta-feira (6), em Uberaba. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investiga a autoria e a motivação do crime.
O homicídio ocorreu por volta das 16h30, na rua Nair Castro Morais, no bairro Valim de Melo. Durante consulta à plataforma Cortex, os militares identificaram o mandado expedido pela Vara Única da Comarca de São Bento (MA), cidade natal da vítima. O boletim de ocorrência não informa o motivo da ordem judicial nem aponta qualquer ligação com o assassinato.
A Perícia Técnica da Polícia Civil constatou diversas perfurações na cabeça e uma na região lombar do jovem. No local e nas proximidades do corpo, foram recolhidos 13 estojos de munição calibre 9mm e quatro projéteis, que serão analisados.
Luís Diego havia saído para comprar pão e retornava à residência de uma tia quando foi baleado. Ele estava hospedado em Uberaba havia aproximadamente duas semanas, por motivos profissionais. Durante a semana, trabalhava na cidade, e, aos finais de semana, retornava para Frutal, onde morava com a esposa.
A tia contou à Polícia Militar (PM) que estava na garagem quando ouviu gritos, seguidos de vários tiros e do barulho de uma motocicleta deixando rapidamente o local. Ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou o sobrinho baleado, caído na calçada. Ela não soube informar se houve alguma abordagem ou discussão antes dos disparos.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a morte do jovem foi constatada no local. Questionada sobre possíveis motivos para o crime, a tia afirmou desconhecer se o sobrinho possuía dívidas, fazia uso de drogas ou tinha envolvimento em brigas, ameaças ou desavenças.
Os policiais militares não encontraram testemunhas que tivessem presenciado o assassinato nem câmeras de monitoramento nas imediações. Também não conseguiram informações sobre as características da motocicleta ou de seus ocupantes que ajudassem a identificar os responsáveis.
O celular de Luís Diego foi apreendido e encaminhado à Polícia Civil, enquanto o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Militar iniciou rastreamentos e a DHPP prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias, a autoria e a motivação do homicídio.