A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou, nesta sexta-feira (16/1), um funcionário e os farmacêuticos responsáveis por uma farmácia de manipulação em Patrocínio, no Alto Paranaíba, pela morte de uma mulher de 59 anos que ingeriu, por engano, uma substância tóxica vendida como manitol, um medicamento diurético. O caso ocorreu em junho de 2025 e também deixou outras seis pessoas intoxicadas.
Segundo a PCMG, a farmácia comercializou, por erro, dez frascos de ácido bórico no lugar do manitol, provocando intoxicação exógena. O ácido bórico, conforme a instituição, é uma substância tóxica, utilizada como antisséptico e antifúngico, apresentada como pó branco, incolor e inodoro. A ingestão pode causar complicações graves, como acidose metabólica, insuficiência renal aguda e choque.
"Foi apurado que o funcionário da farmácia realizou o fracionamento equivocado da substância, utilizando ácido bórico no lugar de manitol. Imagens do sistema de segurança mostraram o momento em que ele retira o produto errado e fraciona previamente dez frascos, sem conferir corretamente as etiquetas", disse a Polícia Civil.
A PCMG apontou que, na época, sete pessoas procuraram atendimento médico com sintomas de intoxicação após ingerir, por via oral, um produto adquirido para realização de exames de colonoscopia. As vítimas, segundo as investigações, haviam comprado o suposto medicamento em uma farmácia de manipulação do município. No entanto, a mulher de 59 anos não resistiu ao agravamento do quadro clínico e morreu no dia 13 de junho.
Por fim, a perícia técnica da Polícia Civil apreendeu frascos manipulados pelo estabelecimento comercial e confirmou a presença de ácido bórico nos produtos vendidos.
Fonte: O Tempo