Embate foi iniciado entre a candidata Angela Mairink e o atual prefeito Paulo Piau e continuou na participação de Wagner Júnior
Jairo Chagas
Com exceção de Froidinho, todos os candidatos a prefeito de Uberaba participaram ontem de debate no Colégio Marista
Em debate ontem no Colégio Marista Diocesano, candidatos a prefeito concentraram atenções na abertura do Hospital Regional. O assunto gerou embate entre a candidata Angela Mairink (PP) e o atual prefeito Paulo Piau (PMDB). Mairink questionou o peemedebista sobre a demora para o início das operações do HR e defendeu que a obra estava quase pronta quando o marido e ex-prefeito Anderson Adauto (PP) deixou o governo. Piau reassegurou a entrada em funcionamento ainda em 2016.
A candidata do PP argumentou que 76% do cronograma de obras do Hospital Regional estava concluído na transição de governo em 2013. Angela também alegou que 40 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) estavam prontos para entrar em funcionamento, inclusive com autorização da Vigilância Sanitária. “Foram quatro anos para inaugurar um hospital quase pronto”, criticou.
Já Piau rebateu que o antecessor inaugurou o prédio inacabado em 2012. Segundo ele, apenas 58% da obra havia sido executada e ainda havia problemas técnicos que precisaram ser corrigidos na atual administração. Além disso, o prefeito ressaltou que era necessário resolver a situação do custeio antes da abertura do HR. Segundo ele, os 27 municípios já acertaram a repartição de 25% das despesas de manutenção, o Estado formalizou a participação com 25% do custeio e agora a expectativa é a publicação de portaria do Ministério da Saúde para oficializar a contrapartida federal de 50%. “Semana que vem [o hospital] estará pronto para ser aberto à comunidade”, prometeu, ao encerrar a resposta.
O Hospital Regional também foi alvo de questionamento da candidata Simea Freitas (PSTU). Ela interpelou sobre o modelo de gestão do novo serviço ao adversário Wagner Júnior (PTC), que propôs a criação de uma fundação municipal formada por especialistas de saúde. Wagner também cobrou a abertura do hospital. De acordo com ele, a estrutura precisa funcionar de forma integral e não apenas parcialmente, pois a cidade possui um déficit de leitos e os pacientes acabam internados por tempo prolongado nas UPAs à espera de vaga em hospitais.