A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tem até o dia 23 de novembro para decidir se autoriza ou não abertura de processo contra o governador Fernando Pimentel (PT), que é investigado por favorecimento a empresa e se acabou beneficiado no período em que foi ministro do Desenvolvimento Econômico no governo Dilma Rousseff.
Na próxima semana, deputados estaduais vão a Brasília conversar com técnicos da Câmara dos Deputados sobre prazos e regras para a tramitação do processo. O assunto foi debatido em plenário. O processo já está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Pimentel foi denunciado na operação Acrônimo, sob suspeita de ter solicitado e recebido vantagem indevida em 2003 para atender a interesses do grupo privado Caoa. Entre outras questões, a denúncia se baseou na delação premiada de Benedito Oliveira, o Bené, que disse que o valor da propina recebida por Pimentel foi de R$20 milhões.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça vai designar um relator para a matéria da comissão. "Mas, antes disso, houve um acordo no colégio de líderes de uma ida de parlamentares e assessores da casa até a Câmara Federal, porque o regimento interno da Assembleia estabelece que em questões omissas aplicam-se os dispositivos da Câmara Federal”, disse o líder do governo na ALMG, Durval Ângelo (PT).
Ainda de acordo com Durval Ângelo, após a nomeação do relator, Fernando Pimentel tem até dez sessões para apresentar sua defesa, que pode ser feita por meio de advogados. A oposição disse que pretende apresentar um requerimento na comissão para que Pimentel seja convidado a prestar esclarecimentos. Mas, o convite depende de aprovação na CCJ.