Ambientalistas formalizaram ontem denúncia ao Ministério Público referente ao aterramento de nascentes no córrego Barro Preto, na avenida Guilherme Ferreira
Ambientalistas formalizaram ontem denúncia ao Ministério Público referente ao aterramento de nascentes no córrego Barro Preto, na avenida Guilherme Ferreira. A representação está conclusa para análise da promotora de Defesa do Meio Ambiente, Claudine Bettarello, que decidirá sobre a instauração de inquérito para investigar o caso.
Segundo o autor da denúncia, Carlos Perez, foram entregues documentos sobre o projeto de revitalização aprovado na Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) e também fotos que mostram as intervenções irregulares feitas no local. “A promotora se comprometeu a fazer a análise da documentação. Vamos aguardar o parecer do Ministério Público agora”, afirma.
O ambientalista lembra que a preservação e revitalização do córrego do Barro Preto é uma das condicionantes ambientais para licenciamento do programa Água Viva perante a Supram e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. De acordo com ele, o projeto seria a canalização a céu aberto e revitalização do córrego, porém foram autorizadas intervenções contrárias à proposta inicial discutida com os órgãos reguladores e as nascentes do local foram soterradas.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou aguardará o posicionamento do Judiciário para se manifestar sobre a denúncia. Anteriormente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente assegurou que todas as intervenções realizadas na área de preservação foram devidamente autorizadas pelos órgãos de fiscalização ambiental. Quanto ao aterramento das nascentes, foi justificado que área passou por atividade erosiva profunda e a canalização a céu aberto não seria suficiente para conter o problema. Por isso, o projeto foi readequado, após vistoria e laudo técnico sobre as condições do local. (GB)