Gasoduto para abastecer a fábrica de amônia em Uberaba foi colocado em pauta novamente nesta semana
Gasoduto para abastecer a fábrica de amônia em Uberaba foi colocado em pauta novamente nesta semana, durante reunião de representantes da Associação Mineira de Municípios (AMM) com o presidente da Gasmig, Eduardo Lima Andrade Ferreira. A entidade defende o projeto que traria o gás de Betim para o Triângulo Mineiro, pois o duto de 457 quilômetros também atenderia 26 municípios no interior de Minas Gerais. Este assunto deverá fazer parte do congresso que será realizado em maio, pela Associação.
Após o encontro, o presidente do Conselho Fiscal da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, declarou que o gasoduto vai proporcionar uma expansão no desenvolvimento de Minas Gerais. Segundo ele, o duto Betim-Uberaba beneficiaria não apenas a fábrica no Triângulo Mineiro, como o crescimento industrial em toda a região Centro-Oeste e Alto Paranaíba. “É uma oportunidade de levar a matéria-prima para uma região que hoje não tem a possibilidade do combustível da indústria de gás natural”, argumenta.
Na reunião, o presidente da Gasmig foi convidado a participar do 33º Congresso Mineiro de Municípios, realizado anualmente no mês de maio, e dar continuidade ao debate sobre o gasoduto. “Queremos criar uma pauta dentro de um fórum específico para discussão sobre esta questão do gasoduto e da planta de amônia em Uberaba”, acrescenta.
Até o momento, a Cemig e a Gasmig ainda não se posicionaram sobre qual será o traçado de duto a ser implantado para atender a fábrica de amônia. Além do projeto Betim-Uberaba, são analisadas duas alternativas para trazer o gás de São Paulo. A definição sobre o empreendimento depende também de um posicionamento sobre a retomada da obra da fábrica em Uberaba.