Investigação interna sobre denúncias de “farra das horas extras” na Prefeitura tramitará sob sigilo. A situação foi estabelecida na portaria que instaurou a sindicância para apurar eventual pagamento indevido de horas extras aos servidores.
A publicação prevê prazo inicial de três meses para conclusão dos trabalhos de apuração e entrega do relatório à Controladora-Geral do Município. Com isso, o procedimento só deve ser finalizado em janeiro do ano que vem, se não houver prorrogação por mais 90 dias.
O procedimento investigatório vai apurar eventuais irregularidades na realização de horas extras pelos servidores públicos municipais, em desacordo com a legislação municipal vigente, no período de 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano.
A prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) determinou a abertura de sindicância após denúncia feita pelo Jornal da Manhã sobre farra de horas extras.
A informação era que servidores de diversas secretarias estariam usando o adicional para engordar salários. Segundo a denúncia, a pandemia de Covid-19 tirou a obrigatoriedade da biometria para confirmação do ponto eletrônico. A medida teria facilitado o possível recebimento indevido por horas não trabalhadas.
Na ocasião, a chefe do Executivo também solicitou à chefia de Gabinete que emitisse um comunicado a todas as secretarias para alertar sobre o controle quanto à concessão de horas extras, reforçando que a Covid-19 não poderia mais ser justificativa para as horas extras na Prefeitura.