POLÍTICA

Arcebispo auxilia em negociação e prefeito decide ajudar Sem Teto de Campo Florido

Na reunião ficou decidido que a Prefeitura vai pagar Bolsa Aluguel, no valor de R$400,00, às famílias acampadas

Publicado em 31/10/2016 às 08:20Atualizado em 16/12/2022 às 16:47
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Foto/ Rubério Santos

Na reunião ficou decidido que a Prefeitura vai pagar Bolsa Aluguel, no valor de R$400,00, às famílias acampadas

O arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto, da Arquidiocese de Uberaba, intermediou no sábado, 29, na Cúria Metropolitana, as negociações entre os representantes do Movimento Sem Teto de Campo Florido e o prefeito do município, Ademir Melo. Foram apontados dois indicativos: pagamento de Bolsa Aluguel aos desabrigados e oferta de 150 lotes urbanizados. As famílias foram retiradas de área ocupada após reintegração de posse determinada pela Justiça, na semana passada.

Além do prefeito e do arcebispo, participaram da conversa o advogado Adriano Spindola e Simea Freitas, representando as famílias da Cesp com Lutas de Campo Florido; a presidente da Comissão Arquidiocesana de Direitos Humanos, Elisângela Mariano; a professora Maria Rita Nascimento, da Pastoral da Educação, e padre Saulo Morais, vigário-geral da Arquidiocese.

Após quase duas horas de conversações, ficou decidido que a Prefeitura iniciará no dia 1º de novembro o pagamento de Bolsa Aluguel, no valor de R$400,00, às famílias acampadas no ginásio da cidade. O benefício será pelo período de seis meses. Segundo o prefeito Ademir Melo, das 162 famílias abrigadas, apenas 137 receberão o Bolsa Aluguel, uma vez que outras 25, segundo levantamento do Conselho Municipal de Habitação, têm para onde ir.

O prefeito colocou, também, à disposição das famílias projeto de 150 lotes urbanizados. Adriano Spindola solicitou que esse número suba para 180, com o que concordou o chefe do Executivo. O advogado ficou de realizar novo contato com a direção da COHAB em Belo Horizonte, no sentido de garantir recursos para a construção das casas em sistema de mutirão. Benefício que, se aprovado, só virá a partir de janeiro de 2017, em razão do período eleitoral.

Ainda na reunião foram tratadas as questões sociais e educacionais dos integrantes das famílias abrigadas no ginásio. Segundo Simea o pedido para que a Igreja Católica intermedeie as negociações é para buscar não só a solução política da questão, mas também a social.

Dom Paulo Peixoto pediu para que as partes sigam negociando de maneira harmônica, solicitando que a Comissão de Direitos Humanos acompanhe passo a passo das tratativas. O arcebispo, também, colocou-se à disposição para novas rodadas de negociações, inclusive, em Campo Florido.

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