Decisão não foi unânime, mas o clima foi de tranquilidade durante a reunião: cerca de 70 por cento votaram pelo fim do movimento
Funcionalismo municipal deliberou pelo encerramento da greve ontem. Assembleia contou com a participação de aproximadamente 60 servidores. A decisão não foi unânime, mas o clima foi de tranquilidade durante a reuniã cerca de 70% votaram pelo fim do movimento e aceitou a contraproposta do governo municipal, enquanto 30% desejavam continuar com a paralisação.
De acordo com o presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, o resultado da assembleia não teve surpresas. “Era o que a gente esperava, mesmo porque não tivemos adesão na greve. O número de funcionários foi bastante pequeno na mobilização”, argumenta. Santos afirma que a contraproposta do governo foi apresentada novamente à categoria e o grupo compreendeu que não haveria condições de continuar com a greve. “O pessoal entendeu que o sindicato fez a sua parte e montou logística para o servidor aderir ao movimento, mas, infelizmente, isso não aconteceu”, ressalta.
O sindicalista pondera que agora o trabalho será focado em montar uma estratégia e organizar a categoria para aguardar o posicionamento do Executivo sobre o reajuste salarial em julho. “Vamos acompanhar a evolução da receita. Se for positiva, vamos cobrar”, declara.
A greve do funcionalismo foi deflagrada na semana passada, mas acabou suspensa após reunião com o governo municipal. No encontro, o secretário municipal de Administração, Rodrigo Vieira, reafirmou a disposição de atender às demandas da pauta que não representem impacto econômico para a Prefeitura, com a compra de uniformes e equipamentos de proteção individual (EPI); liberação para o gozo das férias-prêmio; a regulamentação da progressão para assegurar a promoção nas carreiras, e a convocação, via concurso público, de dois dentistas (um endodontista e um clínico geral) para atuação no sindicato. Entretanto, o andamento das demandas acertadas foi condicionado ao fim da greve da categoria.
Ainda na reunião, o secretário reforçou não ter condições no momento para conceder reajuste salarial ao funcionalismo, mas assegurou volta à mesa de negociação no dia 18 de julho.