POLÍTICA

Ato na porta da Prefeitura marca início da greve do funcionalismo

Sindicato tentou negociar com o governo o pedido de reajuste salarial de 23% e o aumento do tíquete-alimentação de R$500 para R$620, mas não houve avanço

Gisele Barcelos
Publicado em 07/04/2017 às 12:57Atualizado em 16/12/2022 às 02:26
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Sindicalista Luís Carlos dos Santos assegurou que os serviços e atividades essenciais serão mantidos

Com greve aprovada em assembleia, funcionalismo municipal realiza ato hoje, a partir de 11h30, na porta do Centro Administrativo da Prefeitura. Parte da via será fechada para as atividades do primeiro dia de mobilização.

Em entrevista à Rádio JM, o presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, afirmou que o movimento precisa da adesão dos funcionários para ter força. No entanto, ele preferiu não adiantar estimativa de participação no movimento. “Pedimos participação maciça do servidor porque todas as tratativas nós já esgotamos”, posicionou.

Santos ressaltou que sindicato tentou negociar com o governo o pedido de reajuste salarial de 23% e o aumento do tíquete-alimentação de R$500 para R$620, mas não houve avanço e o Executivo negou no momento qualquer índice de reajuste para a categoria.

O sindicalista argumenta que a inflação devorou quase 1/5 do salário dos servidores no período entre 2015 e 2017. Com isso, ele espera a compreensão da comunidade para a medida adotada. “Pedimos compreensão da população. Estamos indo para o terceiro ano sem reajuste sequer da inflação. Isso é penoso para os trabalhadores, principalmente de baixa renda da Prefeitura”, defendeu.

Além disso, o líder sindical assegurou que os serviços e atividades essenciais serão mantidos, pois um terço do quadro do total de servidores lotados nessas áreas vai continuar trabalhando para evitar interrupção do atendimento.

O presidente do sindicato ainda ponderou que a entidade segue aberta ao diálogo com o governo municipal. “Esperamos que nesse intervalo sejamos chamados para uma terceira negociação. A greve é uma medida extrema”, finalizou.

Para respaldar greve do funcionalismo, SSPMU protocolou no Tribunal de Justiça uma ação declaratória de legalidade de greve. O órgão requer decisão liminar que impeça o corte de ponto dos profissionais que aderirem ao movimento a partir de hoje. A paralisação de atividades foi comunicada na terça-feira (4) à Prefeitura.

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