Ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária por decisão do STF e deve passar por procedimento ainda nesta sexta-feira
Aos 71 anos, Bolsonaro também se recupera de uma pneumonia grave que teve em março deste ano (Foto/Facebook/Reprodução)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada, na manhã desta sexta-feira (1º/5), em um hospital particular de Brasília para a realização de uma cirurgia no ombro. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do processo que resultou na condenação do ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado, em setembro do ano passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes contra a democracia. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar temporária, concedida por Alexandre de Moraes em 27 de março, em razão de seu quadro de saúde.
Segundo a equipe médica, o ex-presidente passará por uma cirurgia para reparar o manguito rotador, conjunto de tendões responsável pela estabilidade e movimentação do ombro, além de tratar lesões associadas. Na prática, o procedimento busca reconstruir estruturas lesionadas, reduzir dores e recuperar a mobilidade do braço.
Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais que estava a caminho da unidade de saúde para acompanhar o marido. “Já estamos a caminho do hospital”, escreveu, ao pedir orações pelo procedimento.
De acordo com o ortopedista Alexandre Firmino, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, Bolsonaro realizava exames pré-operatórios por volta das 8h. A previsão é que a cirurgia ocorra ainda na manhã desta sexta-feira, por volta das 10h.
Após a condenação e o esgotamento das possibilidades de recurso no processo, Bolsonaro foi preso em novembro do ano passado. Inicialmente, ficou sob custódia da Polícia Federal e, depois, foi transferido para a Polícia Militar do Distrito Federal.
Durante o período em que esteve detido, o ex-presidente passou por internações para tratar problemas de saúde e realizar cirurgias. O quadro mais grave ocorreu em março, quando desenvolveu uma pneumonia severa e permaneceu internado por mais de uma semana.
Diante do histórico clínico, que inclui complicações decorrentes da facada sofrida em 2018, da idade de 71 anos e da piora recente do estado de saúde, Moraes concedeu prisão domiciliar por 90 dias. Ao fim desse período, o benefício será reavaliado pelo STF, que decidirá se Bolsonaro poderá retornar ao regime prisional ou se permanecerá em casa.
Mesmo inelegível e em prisão domiciliar, o ex-presidente segue ativo politicamente dentro das limitações impostas pela Justiça. Nos bastidores, atua como principal fiador da pré-candidatura do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos nomes da oposição para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
Fonte: O Tempo