O preço do petróleo apresentou forte volatilidade nesta sexta-feira (1º), após dois dias consecutivos de alta impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a US$ 112,43 durante a madrugada, mas recuou ao longo da manhã, sendo negociado na faixa de US$ 110 nos contratos mais ativos. Na véspera, a cotação atingiu US$ 114,70, o maior nível desde o fim de março.
Já o petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, também registrou variações, ultrapassando US$ 106 nas primeiras horas do dia, antes de cair para cerca de US$ 104.
A alta recente está ligada à crescente preocupação com o cenário geopolítico no Oriente Médio. Os Estados Unidos discutem novas ações contra o Irã, enquanto seguem medidas para restringir a exportação de petróleo iraniano, aumentando a pressão sobre a economia do país.
Um dos principais pontos de conflito é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Desde o início de abril, o tráfego na região vem sendo afetado, com dezenas de embarcações impedidas de circular.
O Irã, por sua vez, mantém posição firme quanto ao controle da região e à continuidade de seu programa nuclear, afirmando que possui fins civis. Autoridades iranianas também indicam que podem reagir militarmente em caso de novos ataques.
Apesar de uma proposta de acordo ter sido apresentada recentemente, ainda não há consenso entre as partes, o que mantém o mercado em alerta.
Analistas apontam que, caso o impasse se prolongue e os preços permaneçam elevados, os impactos podem se intensificar na economia global, especialmente no custo de energia e no comércio internacional.
Enquanto isso, os Estados Unidos buscam apoio internacional para formar uma coalizão com o objetivo de garantir a segurança da navegação na região. A adesão, no entanto, ainda enfrenta resistência de aliados.
Com o cenário indefinido, o mercado segue reagindo às incertezas e à possibilidade de novos desdobramentos no conflito.