Rodrigo Garcia
Além da votação dos projetos, a Câmara abriu espaço ontem para o empresário Romeu Costa Teles Três empresas que vão expandir seus negócios em Uberaba obtiveram ontem aval da Câmara, que autorizou doações de áreas e a concessão de incentivos fiscais, previstos em projetos de lei de autoria do Executivo. Juntas, Zebu Carnes, Novak Indústria e Comércio Ltda. e MPI Eletrônica Ltda. investirão R$13,8 milhões, com previsão de geração de 162 empregos diretos e 346 indiretos. Mesmo com pauta cheia, por vezes o presidente da Câmara, vereador Elmar Goulart (SDD), ameaçou suspender a sessão por falta de quórum, já que muitos dos colegas se ausentaram do plenário durante os trabalhos, retornando ante os insistentes chamados no microfone. A sessão desta quarta-feira, embora dedicada a projetos, abriu espaço para a participação na Tribuna Livre do empresário Romeu Costa Teles, proprietário do frigorífico Boi Bravo, que compareceu à Casa a convite do vereador Edmilson de Paula (PSB). Seu colega, o vice-presidente da Câmara, China (SDD), defende a transferência da empresa do bairro Costa Teles para um dos distritos industriais da cidade. Objetivo é assegurar a continuidade da avenida Prudente de Morais até a avenida Rosa Maria Frange, interligando o bairro Abadia ao conjunto Cartafina, e destinar parte da área para abrigar mais um empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida. “A comunidade sonha com isso”, afirmou China, que integrará uma comissão de vereadores – além dele, Ripposati (PSDB), Samir Cecílio (SDD), Cléber Cabeludo e Afrânio Lara (ambos do Pros), e Edmilson – formada para intermediar e auxiliar nas negociações entre a empresa, a Câmara e o Executivo. A proposta foi bem vista por Romeu, que se colocou disposto ao debate, à negociação. “A cidade precisa crescer e não seremos nós a impedir”, disse ele da tribuna, citando, contudo, que a empresa, que tem 63 anos, está totalmente legalizada. Ele revelou em plenário, porém, que o Executivo tem um passivo junto à empresa equivalente a 40 mil metros quadrados de área, de um total de 240 mil onde está o frigorífico. Essa questão será apurada pela Prefeitura, como informa o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Fernandes, relatando que por determinação do prefeito Paulo Piau (PMDB) foi criado um grupo de trabalho para conduzir o processo de transferência da empresa. Segundo ele, as ações visarão a buscar investidores para empreenderem na área onde hoje está o Boi Bravo, a qual é muito valorizada e o município não tem com arcar com a desapropriação. Quanto à possibilidade de fazer a transferência para o local onde funcionou o curtume Atlântica, Edson ponderou que se trata imóvel particular, mas a PMU irá acioná-los para saber se há interesse em negociar. “A decisão de sair é sua”, disse Edmilson de Paula a Romeu.