
Câmara Municipal de Veríssimo (Foto/Divulgação)
A Câmara Municipal de Veríssimo instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar uma representação envolvendo uma vereadora e um servidor que ocupa o cargo de controlador interno do Legislativo. A denúncia relata supostas ofensas durante uma discussão sobre um projeto de lei e afirma que o episódio provocou medo e insegurança à parlamentar. A informação foi confirmada pela Presidência da Câmara em resposta enviada ao Jornal da Manhã nesta terça-feira (27).
De acordo com o boletim de ocorrência, o episódio teria acontecido em 28 de maio, nas dependências da Câmara. A representação relata que a discussão começou após o servidor manifestar posição contrária a um projeto de autoria da vereadora que propõe a criação de um programa municipal de educação financeira nas escolas públicas.
Conforme o registro policial, durante o desentendimento, o servidor teria comparado a parlamentar a uma ex-vereadora e utilizado uma expressão considerada ofensiva por ela. O boletim informa que o servidor negou posteriormente ter usado o termo relatado.
A representação também afirma que a vereadora já havia pedido que o tratamento desrespeitoso cessasse e que, após o episódio, passou a sentir medo de novos confrontos e de possíveis retaliações. O relato menciona impactos emocionais e dificuldades para comparecer à Câmara com tranquilidade e exercer o mandato.
Em nota oficial, a Câmara Municipal informou que adotou providências administrativas para apurar os fatos e que o processo disciplinar continua em andamento. Sobre as gravações do sistema de monitoramento, a Presidência declarou que “foram preservadas e analisadas no âmbito das providências adotadas para esclarecimento dos fatos”.
A Câmara também informou que o servidor citado na representação não comparece ao recinto do Legislativo durante as sessões. Segundo a nota, “a providência busca evitar situações de contato ou eventuais conflitos durante as atividades legislativas”, contribuindo para manter um ambiente adequado ao exercício do mandato parlamentar.
A Presidência ressaltou, porém, que a medida não significa que já exista uma conclusão sobre a responsabilidade do servidor. “Tal circunstância não representa antecipação de juízo de responsabilidade, permanecendo a apuração submetida aos procedimentos administrativos legalmente previstos”, informa.
Ao final da manifestação, a Câmara reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito aos direitos das pessoas envolvidas. A nota também destaca a necessidade de preservar “as condições necessárias ao livre e regular exercício das funções parlamentares”.
O boletim de ocorrência registra ainda o relato de que o servidor teria abordado o marido da vereadora em festas, em ocasiões nas quais teriam ocorrido discussões e referências a possíveis agressões. Essas informações constam no relato apresentado à Polícia e não representam, por si só, comprovação dos fatos.
A apuração administrativa segue em andamento. Até o momento, a Câmara não informou uma conclusão sobre o caso.