RINGUE PARA DOIS

Racha no PDT: Rochelle diz que Diego sempre teve liberdade para escolher lado na Câmara

Vereadora afirma que apoio a chapas diferentes para a Mesa Diretora não deveria interferir na relação partidária

Débora Meira
Publicado em 27/10/2026 às 14:37
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 (Foto/Montagem)

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A divergência entre os vereadores Rochelle Gutierrez e Diego Rodrigues, ambos do PDT em Uberaba, voltou ao debate após a presidente municipal da legenda comentar o pedido de desligamento do colega da vice-presidência da comissão provisória. Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, Rochelle confirmou que recebeu a solicitação e defendeu a autonomia dos parlamentares nas articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. 

Ao comentar o episódio, Rochelle afirmou que não havia um acordo entre os dois para que as decisões políticas fossem tomadas conjuntamente. Ela também ressaltou que, desde o início dos mandatos, cada vereador teve liberdade para conduzir a própria atuação parlamentar. “Eu particularmente não tenho esse acordo com o vereador Diego de tomar as decisões conjuntas, tanto é que, assim que nós assumimos na Câmara Municipal, lá em 2025, cada um teve autonomia para assumir seus mandatos", esclarece.  

A vereadora também questionou a avaliação de Diego sobre uma suposta divisão de liderança dentro do partido. Segundo ela, a formação da chapa do PDT nas eleições municipais de 2024 foi conduzida por ela e por outra integrante da legenda, com participação de candidatos e apoiadores mobilizados durante o processo. 

Rochelle afirmou que recebeu o pedido de desligamento com respeito e solicitou a alteração da comissão provisória. Segundo ela, a formalização ainda dependia de procedimentos no sistema da Justiça Eleitoral, que, conforme relatou, apresentou instabilidade na semana anterior à entrevista. 

Rochelle afirmou que considera legítimo que os vereadores apoiem diferentes grupos na disputa pela presidência da Câmara e que as decisões parlamentares não devem ser confundidas com as obrigações partidárias. “Eu nunca me posicionei no sentido de interferir no mandato de outro parlamentar e entendo que o vereador tem total liberdade para apoiar qualquer chapa na eleição da Mesa Diretora", informa.  

Durante a entrevista, ela também criticou a exposição pública das divergências e afirmou que, em sua avaliação, as posições de mulheres na política são mais frequentemente questionadas. A vereadora citou também a participação da vereadora Luciane Facchinelli nas discussões e disse considerar o assunto resolvido de sua parte. 

Além do cenário municipal, Rochelle comentou os desafios do PDT após o desempenho eleitoral e a necessidade de reorganização da legenda. Segundo ela, a direção nacional tem reunião prevista para 30 de outubro, quando devem ser discutidas possibilidades para o futuro do partido, incluindo uma eventual federação com outras siglas. 

Entre as alternativas mencionadas por Rochelle estão conversas com o PSB, o Avante e o PRD. Ela ressaltou, porém, que ainda não havia uma definição. “Eu permaneço no partido, acompanhando toda essa discussão que vai acontecer, afirma.  

A vereadora também defendeu mudanças na organização partidária e na distribuição de recursos, especialmente para ampliar a participação de municípios do interior nas decisões das legendas. 

O pedido de desligamento de Diego da direção municipal, por sua vez, não significa necessariamente a saída dele do PDT. Conforme noticiado anteriormente pelo JM Online, o vereador afirmou que ainda avaliava os próximos passos e não havia definido uma eventual mudança de partido.

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