Antes de disputar sua primeira eleição, Cleitinho Azevedo nunca havia votado. O atual senador e candidato ao governo de Minas Gerais entrou na política em 2016, quando precisou tirar o título de eleitor para concorrer ao cargo de vereador em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado.
Na época, segundo o próprio Cleitinho, a política não fazia parte de seus planos. Ele trabalhava no comércio da família e começava a ganhar popularidade com vídeos publicados nas redes sociais.
A decisão de se candidatar surgiu depois que pessoas passaram a incentivá-lo a entrar na política. O irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, também cogitava disputar uma vaga na Câmara Municipal, mas Cleitinho conta que começou a ser confundido com ele nas ruas e passou a receber pedidos para ser candidato.
A ideia ganhou força enquanto ele assistia ao Programa do Ratinho. Segundo seu relato, o apresentador afirmou que quem não se sentia representado pelos políticos deveria se candidatar. Cleitinho decidiu seguir a sugestão e anunciou a candidatura aos seguidores.
Durante a campanha, ele apostou no contato direto com os eleitores. Abordava conhecidos e pessoas que encontrava nas ruas para pedir o voto e, conforme contou, chegou a reunir cerca de 3 mil contatos no WhatsApp.
A mobilização seguiu até as últimas horas antes da votação. Cleitinho afirma que começou uma ação por volta das 19h de um sábado e só terminou perto das 9h do domingo, quando os eleitores já se preparavam para ir às urnas.
No resultado, recebeu 3.023 votos e foi eleito vereador de Divinópolis. A eleição marcou sua entrada na política e também seu primeiro voto.
Desde então, Cleitinho passou pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e chegou ao Senado Federal. Em 2026, disputa o governo de Minas Gerais.
A trajetória eleitoral começou de uma forma pouco comum: antes de pedir votos aos eleitores, ele ainda não havia participado de uma eleição.