Com votação programada para hoje da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara Federal, o governo e a oposição ainda têm dúvida sobre conseguir a quantidade mínima de 342 deputados em plenário para iniciar a sessão que decidirá se o processo contra o peemedebista seguirá para julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ontem, Temer transferiu para a oposição a responsabilidade de conseguir colocar em plenário o mínimo de parlamentares para o início da votação. A ala oposicionista pode tentar obstruir a sessão para prolongar o processo de desgaste da imagem do presidente.
Para o prefeito Paulo Piau (PMDB), independente de qual será o resultado da votação, é importante que a decisão seja rápida. “Eu penso em termos de país. É preciso trazer tranquilidade. Se [a denúncia] tem fundamento, tira logo e resolve. Fazer o presidente sangrar é fazer o país sangrar”, posiciona. Piau ainda argumenta que o momento não é para interesses individualistas e partidaristas. Segundo ele, a oposição não pode agir de forma egoísta ao tentar adiar a votação. “O Brasil não pode ficar sangrando. A economia fica combalida e os empregos vêm sendo atingidos”, manifesta.
Por outro lado, o prefeito pondera que a ação de abertura do processo contra Temer, com o eventual afastamento do presidente, só terminaria no próximo ano. Além disso, ele salienta que o substituto seria escolhido pelos congressistas, por meio de eleição indireta. Assim, Piau acredita que a melhor alternativa pode ser manter o atual chefe da República até a realização das eleições em 2018. “O início de uma retomada do país são eleições em 2018. Aí será possível um presidente novo, capaz de liderar o país e reunir todas as forças políticas”, encerra.