Pelo menos dois senadores devem faltar na sessão que votará a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A votação, que acontece no plenário do Senado Federal nesta quarta, se iniciou nesta manhã e, como já era previsto, os ânimos estão exaltados. Com as ausências, são necessários os votos favoráveis de 40 senadores para que o processo seja aberto. A presidente poderá ser afastada por até 180 dias.
O presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) iniciou a sessão confirmando que não votará em nenhuma fase do processo, sob argumento de manutenção da independência e imparcialidade. A expectativa do líder é que a votação seja encerrada até às 22h de hoje. Durante a sessão, 63 senadores se inscreveram para discursar e cada um tem direito a 15 minutos. Assim, se todos usarem todo o tempo para discurso, a sessão durará 17 horas.
Durante a sessão, senador Lindembergh Farias (PT-RJ) pediu a suspensão do processo de impeachment sob argumento de que o Tribunal de Contas da União não teria analisado as contas da presidente de 2015. O pedido não foi acolhido por Renan Calheiros.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a primeira a falar, seguida por José Medeiros (PSD-MT), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Marta Suplicy (PMDB-SP). O último dos 40 oradores é Valdir Raupp (PMDB-RO).