A Mesa da Câmara Federal rejeitou pedido assinado por 78 deputados que pediam a retirada do requerimento de criação da chamada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava-Jato, proposta pelo líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS). Assim, continua valendo o requerimento de criação da CPI, atualmente em análise na Mesa.
Apenas um deputado ligado a Uberaba assinou o pedido para a criação da CPI. Consta o nome de Adelmo Leão (PT) entre os parlamentares adeptos dessa investigação pelo Congresso Nacional. Já Aelton Freitas (PR), Caio Narcio (PSDB), Marcos Montes (PSD) e Zé Silva (SD) não assinaram a lista.
Conforme a decisão da Mesa, o pedido dos deputados foi rejeitado por não ter atingido o número mínimo de signatários, que seria 96. Apenas 78 deputados assinaram o pedido de retirada do requerimento de criação da CPI. Conforme o Regimento Interno da Câmara, para desistir de um requerimento, metade mais um dos signatários precisa assinar outro requerimento pedindo a retirada. O requerimento de criação da CPI tem 190 assinaturas, sendo necessárias 96 para a sua retirada.
Os signatários do pedido de retirada (que foi rejeitado) se justificaram dizendo que havia insinuações na imprensa de que o objetivo da CPI seria “enfraquecer, desestruturar ou mesmo acabar com as investigações no âmbito da operação Lava-Jato”. Segundo eles, “não pode a operação Lava-Jato, iniciada no âmbito do Poder Judiciário, ser interrompida por qualquer ato do Legislativo”.
Base das investigações da Lava-Jato, as delações têm recebido críticas de parlamentares. Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PR), ministros do STF fizeram duras críticas às colaborações homologadas sem prévia apresentação de provas.