Durante encontro, foram repassados aos técnicos da empresa os principais problemas dos produtores
Direção do Sindicato Rural se reuniu com representantes da Cemig para tratar dos problemas relacionados ao fornecimento de energia na zona rural. Durante o encontro, foram repassados aos técnicos da empresa os principais problemas dos produtores, sobretudo quanto a demora para que seja restabelecida a prestação do serviço, quando interrompida.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Romeu Borges, a diretoria não compreende e não concorda com a forma com que está sendo tratada, sem objetividade e transparência nas informações. “Um produtor não pode ficar sem energia três ou quatro dias seguidos, sendo que o prazo dado pelas atendentes para solução é de cinco a doze horas. Isso gera expectativa no produtor, pois ele espera que o problema seja resolvido no tempo informado e não adota medidas para amenizar o prejuízo”, diz.
Portanto, Romeu disse que o Sindicato cobrou dos representantes da Cemig mais transparência na informação, pois é melhor dizer que vão demorar dias para restabelecer a energia do que dizer um prazo mais curto e que não é verdade. “Eles nos disseram que os temporais do mês de novembro, com raios, foi o fator que agravou os problemas no campo. Que estavam se esforçando para amenizar a situação. E, além disso, a greve dos funcionários da Cemig também agravou a situação”, explica Romeu.
Contudo, o presidente do Sindicato revela que não houve uma resposta efetiva para a solução do problema e que se houver novos temporais como no mês passado os transtornos vão continuar. “Na nossa visão está faltando contingente, a manutenção preventiva está precária, não estão conseguindo manter a energia de forma estável por muito tempo, qualquer temporal ou raio que cai é motivo para queda de energia”, afirma Romeu.
A reclamação também será levada à empresa em Belo Horizonte. Segundo Romeu, o Sindicato vai agendar reunião com a Diretoria Estadual para relatar os problemas, inclusive com um diagnóstico dos prejuízos e danos sociais dos produtores.