Senador aparece com 35,5% no DataTempo e 29% na Quaest; Patrus Ananias e Alexandre Kalil seguem embolados na disputa pelo segundo lugar
Duas pesquisas divulgadas nesta semana reforçam a liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na corrida pelo governo de Minas Gerais e mostram uma disputa apertada entre Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) pela segunda colocação. Apesar de os levantamentos DataTempo e Quaest apontarem movimentos diferentes em relação às próprias rodadas anteriores, ambos colocam Cleitinho com vantagem expressiva sobre os adversários.
No DataTempo, divulgado nesta quarta-feira (26), Cleitinho aparece com 35,5% das intenções de voto no cenário estimulado. Patrus tem 11,1% e Kalil, 11%, o que configura empate técnico entre os dois. Os demais candidatos ficam abaixo de 4%. Entre os entrevistados, 13% estão indecisos, enquanto 12,6% afirmam que votariam em branco ou nulo.
Já a Quaest, divulgada na terça-feira (25), coloca Cleitinho com 29%. Patrus aparece numericamente em segundo, com 11%, seguido por Kalil, com 10%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois também estão tecnicamente empatados. Mateus Simões (PSD) registra 7%, Gabriel Azevedo (MDB), 5%, e Flávio Roscoe (PL), 3%. Ben Mendes (Missão) tem 2%, enquanto Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) aparecem com 1% cada. Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) não pontuaram. Os indecisos somam 19% e outros 12% indicaram voto branco, nulo ou disseram que não pretendem votar.
A aparente diferença entre os levantamentos aparece quando os números atuais são comparados às pesquisas anteriores dos próprios institutos. No DataTempo, Cleitinho avançou de 27,7%, em junho, para 35,5% agora, crescimento de 7,8 pontos percentuais. Kalil fez o caminho contrário, recuando de 18,3% para 11%.
Na Quaest, o movimento foi inverso para o líder. Cleitinho tinha 35% na rodada divulgada em 28 de julho e agora aparece com 29%, queda de seis pontos. Patrus passou de 10% para 11%, Kalil recuou de 12% para 10% e Mateus Simões oscilou de 6% para 7%.
Os movimentos, porém, não devem ser comparados diretamente entre institutos. Cada pesquisa possui amostra e metodologia próprias e a evolução de um candidato deve ser observada dentro da série produzida pelo mesmo levantamento. Por isso, os resultados permitem afirmar que o DataTempo registrou crescimento de Cleitinho em relação à rodada anterior do DataTempo, enquanto a Quaest identificou queda em relação à pesquisa anterior da Quaest.
Independentemente dessa diferença, a fotografia atual é semelhante: Cleitinho mantém uma distância de dois dígitos para o segundo colocado e Patrus e Kalil permanecem embolados na disputa pela outra vaga em um eventual segundo turno.
A liderança do senador já vinha aparecendo em levantamentos anteriores. Em julho, pesquisa do Instituto MDA também colocou Cleitinho na primeira posição, então com 39,1% em um cenário que ainda refletia a fase de pré-candidaturas. Após uma sequência de idas e vindas dentro do Republicanos, a candidatura do senador ao governo foi oficializada em agosto.
Os dois institutos também apresentam resultados próximos nas simulações de segundo turno envolvendo os principais candidatos.
No DataTempo, Cleitinho tem 47,6% contra 26% de Kalil. Em uma disputa contra Patrus, a vantagem é ainda maior: 55,2% para o senador e 17,9% para o petista.
A Quaest aponta cenário semelhante. Cleitinho marca 48% contra 27% de Kalil e 51% contra 26% de Patrus. O senador também venceria Mateus Simões por 49% a 17%.
Apesar da vantagem do primeiro colocado, os próprios levantamentos mostram que parte significativa do eleitorado ainda não cristalizou a escolha. Na Quaest, 45% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de candidato até a eleição, enquanto 54% consideram a decisão definitiva. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados ao eleitor, 80% não indicaram espontaneamente um candidato ao governo.
O DataTempo também registra forte indefinição na pergunta espontânea: 63% não apontam um nome. Cleitinho lidera esse cenário com 15,4%, enquanto Patrus, Kalil e Mateus Simões aparecem abaixo de 3%.
O DataTempo ouviu 1.000 eleitores em entrevistas domiciliares realizadas entre 17 e 20 de agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Sempre Editora e registrado na Justiça Eleitoral sob os números MG-03794/2026 e BR-08275/2026.
A Quaest entrevistou 1.506 eleitores de Minas Gerais entre 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança também é de 95%. Contratada pela Globo, a pesquisa está registrada sob o número MG-04060/2026.