POLÍTICA

Duplicação da rodovia 262 aguarda liberação do Ibama, segundo DNIT

A concessionária aguarda desde o ano passado a autorização do Ibama para duplicar o segmento da BR-262, entre Uberaba e Belo Horizonte, mas ainda não teve o parecer do órgão ambiental

Publicado em 07/03/2016 às 07:45Atualizado em 16/12/2022 às 19:49
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Foto/Arquivo

De acordo com Elias João, a expectativa é a liberação do documento até o fim deste mês para o início dos trabalhos

Duplicação na BR-262 não deverá ser concluída nos primeiros cinco anos de concessão, conforme previsto no contrato de exploração da rodovia. A avaliação é do supervisor do DNIT em Uberaba, Elias João Barbosa, que concedeu entrevista à Rádio JM na última semana.

O pacote sob concessão das BRs 060/153/262 (DF/GO/MG) engloba 1.176 quilômetros de rodovias. Desse total, o supervisor lembra que 600 quilômetros estavam duplicados antes da entrada da Triunfo na concessão.

Após a assinatura do contrato, Barbosa pontua que a empresa entregou a duplicação de 70 quilômetros e foi liberada para a cobrança de pedágio. Segundo ele, mais 15 quilômetros já foram duplicados, mas ainda não estão abertos para circulação de veículos. Com isso, restam aproximadamente 500 quilômetros de duplicação para ser realizada em Minas Gerais e Goiás.

Um dos fatores que atrasou as obras de duplicação é o licenciamento ambiental. A concessionária aguarda desde o ano passado a autorização do Ibama para duplicar o segmento da BR-262 entre Uberaba e Belo Horizonte, mas ainda não teve o parecer do órgão ambiental. De acordo com Elias João, a expectativa é a liberação do documento até o fim deste mês, para o início dos trabalhos no trecho.

Em função da demora no processo de licenciamento ambiental, o supervisor do DNIT esclarece que não haverá descumprimento do contrato se a duplicação das BRs 060/153/262 não for concluída nos cinco primeiros anos da concessão, ou seja, até 2019. Ele ressalta que a contagem do prazo para entrega das obras está congelada até a emissão da licença pelo Ibama.

Outro ponto que dificulta a conclusão das obras de duplicação no trecho até 2019, conforme Barbosa, é a complexidade técnica do segmento restante da BR-262, marcado por serras e curvas “Eu acredito que não vão concluir dentro do prazo [de cinco anos] determinado pelo contrato. Infelizmente, há vários problemas no percurso que deve impedir a conclusão [...] Na Serra da Saudade, entre Campos Altos e Córrego Dantas, é um trecho muito sinuoso e vai exigir muito serviço para duplicar”, pondera.

Por outro lado, o supervisor do DNIT analisa que não deverá haver complicações para terminar as obras de duplicação na concessão da BR-050 nos primeiros cinco anos de contrato. O prazo seria no fim de 2018.

Barbosa informa que a concessionária tinha aproximadamente 210 quilômetros de rodovia para duplicar. Um trecho de 26 quilômetros já foi executado para o início da cobrança do pedágio e está programada a realização de mais 50 quilômetros em 2016.

Com isso, restaria menos de 150 quilômetros de extensão para serem feitos em dois anos. “Acredito que é possível cumprir. É um trecho de rodovia bem plana e praticamente uma reta da divisa com o Estado de Goiás até Cristalina”, enfatiza.

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