POLÍTICA

Eduardo Cunha preso em Brasília por decisão de Sergio Moro na Lava-Jato

Publicado em 20/10/2016 às 23:20Atualizado em 16/12/2022 às 16:56
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O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso ontem em Brasília. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A decisão foi do juiz Sergio Moro no processo em que Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

A Polícia Federal (PF) informou que o ex-presidente da Câmara foi preso na garagem de um edifício. Já o advogado dele disse que a prisão aconteceu no apartamento funcional de Cunha. O deputado cassado embarcou às 15h em um avião da Polícia Federal no aeroporto de Brasília com destino a Curitiba, onde ficará preso. O avião chegou ao aeroporto, na Região Metropolitana de Curitiba, às 16h45. De lá, Cunha seguiu para a superintendência da PF.

No despacho que determinou a prisão, Moro diz que o poder de Cunha para obstruir a Lava-Jato "não se esvaziou". O juiz havia autorizado a PF a entrar na casa de Cunha no Rio de Janeiro para prendê-lo. Após Cunha perder o foro privilegiado com a cassação do mandato, ocorrida em setembro, o juiz retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda (17), Moro havia intimado Cunha e dado 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.

Em nota divulgada por seus advogados, Cunha afirmou que a decisão de Moro que resultou na prisão é "absurda" e "sem nenhuma motivação". De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública.

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