No último mês de 2015, o deputado federal Marcos Montes (PSD) liderou os gastos da cota parlamentar, segundo dados divulgados pelo site da Câmara Federal. O parlamentar registrou a utilização de R$35.352,22. De acordo com o Ato da Mesa número 43, de 2009, que trata da questão, os deputados mineiros têm direito a R$32.856,38 como benefício.
O valor da cota varia conforme o Estado. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, em caso de extrapolo da cota o parlamentar não tem direito a reembolso e deve arcar com as despesas excedentes. Mas se o parlamentar ocupar algum cargo de liderança na Câmara, tem direito a um adicional no benefício.
Os parlamentares ainda têm direito a uma verba de gabinete para contratação de pessoal no valor de R$78 mil e mais um auxílio-moradia de R$3.800. Os deputados federais no exercício do mandato poderão residir em imóvel funcional disponibilizado pela Câmara dos Deputados, conforme regulamentado pelo Ato da Mesa número 5, de 2011. Somente os deputados não contemplados com unidade residencial funcional fazem jus ao auxílio-moradia.
Aelton Freitas (PR) declarou gasto total de R$18.439,45 com a cota em dezembro. A maior parte desse valor R$18.327,64 foi usada com serviços postais. E R$111,81 com telefonia.
Deputado de primeiro mandato, o tucano Caio Narcio (PSDB) traz gastos de R$12.234,44. Do total apresentado pelo parlamentar, a maior parte, ou seja, R$8 mil foi gasta com consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos. Em nota fiscal, consta tratar-se de serviço de reestruturação organizacional de novembro de 2015.
Marcos Montes também gastou com consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos. Pagou R$10 mil a escritório de advocacia para um trabalho para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a participação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na demarcação de terras indígenas e quilombolas.
Já o deputado Zé Silva (SD) declarou a utilização de R$4.964,73. A maior parte com manutenção de escritório e atividade parlamentar, que consumiu R$2.155,24.
Adelmo Carneiro (PT) apontou a utilização de R$552,80 da cota parlamentar. A maior parte empregada em serviços postais: R$305,57.