Ministro dos Transportes, durante o seu pronunciamento ontem na cerimônia de início de operação da nova concessionária da 262 (Foto/Divulgação)
Em resposta à cobrança pela duplicação do trecho de Uberaba a Bom Despacho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o novo contrato de concessão inclui gatilhos automáticos para garantir a obra se for constatado o aumento do tráfego. O titular da pasta também assegurou que o fluxo de veículos na região será medido a partir da movimentação das praças de pedágio para analisar a demanda.
Durante o pronunciamento, o ministro argumentou que o erro da tentativa anterior de concessão da BR-262 foi incluir a duplicação integral dos 400 quilômetros entre o Triângulo Mineiro e Belo Horizonte desde o início, o que inviabilizou a obra e ainda onerou os motoristas que trafegam na rodovia.
Por isso, o titular dos Transportes posicionou que houve a mudança no modelo contratual para a relicitação do trecho. “Não colocamos a duplicação toda na previsão inicial porque isso viraria tarifa e o cidadão iria pagar agora duplicação lá da frente”, ponderou.
Segundo o ministro, o contrato firmado com a Way 262 conta com gatilhos automáticos disparados pelo fluxo de veículos observado para que novas duplicações sejam executadas, sucessivamente, ao longo de toda a rodovia.
Questionado, o ministro posicionou que o tráfego no trecho de Uberaba a Bom Despacho será analisado desde o início da operação da nova concessionária, nesta sexta-feira (21), a partir da movimentação das praças de pedágio.
O titular dos Transportes afirmou que um balanço poderá ser apresentado ao fim do prazo de 100 dias do começo das operações para discutir com as lideranças da região sobre a duplicação de novos trechos. “Se o fluxo garantir o equilíbrio econômico ao contrato, e acredito que vai garantir, serão disparados automaticamente os gatilhos para o aumento dos trechos duplicados de Uberaba a BH. Então, a gente tem a possibilidade de duplicar 100, 150, 200...[quilômetros] O fluxo de veículos que vai dizer”, salientou.
Por outro lado, Renan ressaltou que a ampliação dos quilômetros de pista duplicada também resultaria em ajustes nas tarifas de pedágio da BR-262. “A empresa inicia com tarifa de pista simples. Depois de executar as ações e entregar duplicada, ganha um incremento de tarifa. É um estímulo para a concessionária”, manifestou.