Rochelle Gutierrez afirma que demora nos serviços acaba agravando falhas estruturais e elevando necessidade de intervenções
Atrasos nos serviços de manutenção e falta de vigias estão entre os problemas enfrentados pelas escolas municipais de Uberaba, segundo a vereadora Rochelle Gutierrez (PDT), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal. Em entrevista ao Jornal da Manhã, ela afirmou que a comissão acompanha as demandas das unidades e cobra providências da Secretaria Municipal de Educação.
As condições das escolas municipais já foram tema de outras reportagens do JM Online. Em outubro, a Escola Municipal Boa Vista voltou a receber denúncias relacionadas à conservação do prédio, incluindo infiltrações e problemas em salas. No mesmo mês, um Cemei no bairro Jardim Marajó foi alvo de furto de alimentos e equipamentos.
De acordo com Rochelle, os vereadores visitam as escolas para identificar problemas e encaminham as solicitações à secretaria. A comissão também realiza reuniões mensais com a responsável pela pasta para discutir as demandas da rede municipal.
A parlamentar relatou dificuldades na execução dos serviços de manutenção e afirmou que os prazos para a realização dos reparos não estariam sendo cumpridos pela empresa contratada pelo município. “Eles têm um prazo. Então, a Secretaria aciona, eles têm um prazo para poder fazer a manutenção e eles não estão cumprindo os prazos e isso vai gerando uma outra série de problemas”, declara.
Durante a entrevista, a vereadora também comentou os furtos de fiação elétrica registrados em unidades de ensino. Um dos casos mencionados foi o do Cemei Maria Eduarda Farnezi, alvo de furto de fiação. Uma mãe informou que precisou voltar para casa com a filha após encontrar dificuldades para deixá-la na unidade.
Rochelle afirmou que os furtos prejudicam não apenas a estrutura dos prédios, mas também a rotina das crianças atendidas pelas instituições. “Eu fico muito triste, primeiro, por isso acontecer, porque o prejuízo não só é estrutural, mas pro dia a dia dessas crianças”, disse.
Para a vereadora, a quantidade de vigias disponíveis nas escolas é insuficiente para atender às necessidades da rede municipal. Ela citou as discussões sobre a guarda patrimonial como parte das iniciativas relacionadas à carreira e à ampliação do número de profissionais. “Hoje a gente tem uma quantidade insuficiente de vigias nas escolas. Então, até essa discussão que a gente está tendo ali da guarda patrimonial é para discutir a carreira deles e discutir uma expansão, porque a quantidade que tem hoje é completamente insuficiente”, afirma.
A parlamentar acrescentou que a Guarda Municipal também não consegue atender a todas as demandas de segurança das unidades escolares.
Rochelle também destacou que os problemas estruturais das escolas exigem investimentos e que nem sempre as demandas podem ser resolvidas imediatamente. Como exemplo, citou a Escola Municipal Estela Chaves, onde identificou problemas no telhado e conseguiu recursos por meio de uma emenda da deputada estadual Duda Salabert para viabilizar o reparo.
Segundo a vereadora, a falta de manutenção contínua pode agravar as condições dos prédios e aumentar os custos das intervenções necessárias. “E a escola é igual à casa da gente. Se você não cuidar, pintar, arrumar, vai deteriorando”, afirma.
A parlamentar disse que a comissão continua acompanhando as condições das unidades e encaminhando as solicitações à Secretaria de Educação. Apesar disso, reconheceu que a execução das melhorias nem sempre ocorre na velocidade esperada diante das necessidades identificadas nas visitas.