POLÍTICA

Estado diz a Elisa que não deve vender área da planta de amônia

Ainda sem formalizar a medida, governo estadual garantiu à prefeita que não irá prosseguir com o processo, que prevê coleta de propostas até 15 de julho

Gisele Barcelos
Publicado em 21/06/2021 às 21:12Atualizado em 18/12/2022 às 14:48
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Foto/Divulgação

Imóvel colocado à venda possui benfeitorias que podem ser usadas em outro empreendimento

Estado deve suspender venda da área da planta de amônia em Uberaba. A prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) afirma que a garantia de não prosseguir com a negociação já foi dada pelo Governo de Minas e, agora, resta apenas oficializar o ato. Até ontem, o anúncio referente ao terreno no Distrito Industrial 3 ainda continuava no ar. 

O edital para a alienação da área da fábrica de amônia foi publicado no início deste mês. Os interessados têm até o dia 15 de julho para enviar propostas. Pelo anúncio, o imóvel de 1,1 milhão de metros quadrados no Distrito Industrial 3 está avaliado em R$8,181 milhões. Após a notícia, a prefeita encaminhou pedido ao Governo de Minas para retirar o terreno da lista de imóveis à venda.

Em entrevista à Rádio JM, Elisa afirmou que o governo estadual já respondeu o pleito e o posicionamento foi favorável à retirada da área da lista de imóveis à venda. Segundo ela, a questão deve ser formalizada em breve.

Ao todo, o edital publicado no site da MGI, estatal controlada pelo governo de Minas Gerais e vinculada à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), colocou 28 imóveis para alienação. Além do terreno em Uberaba, a lista inclui propriedades à venda em Araxá, Belo Horizonte, Curvelo, Governador Valadares, Ibirité, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Ponte Nova, Santa Bárbara e Ubá.

A mobilização para tirar a área da fábrica de amônia da lista está sendo feita porque a venda do terreno sepultaria de vez a possibilidade de retomar o empreendimento com a entrada de um investidor privado, como chegou a ser discutido em reuniões com o Estado e o governo federal.

A possibilidade de retomada da fábrica de amônia enfraqueceu desde que a Petrobras realizou leilão em 2018 para a venda dos equipamentos referentes à planta. O processo chegou a ser suspenso temporariamente por ordem judicial, mas acabou se concretizando.

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