Já o advogado Adriano Espíndola Cavalheiro, três vezes candidato a prefeito de Uberaba pelo PSTU, manifestou-se através de rede social, onde compartilhou a opinião do professor universitário da Universidade de São Paulo (USP) Henrique Carneiro. O professor fez considerações sobre a ação da Polícia Federal na manhã de ontem, quando o ex-presidente Lula foi levado a depor através de condução coercitiva.
O texto diz que a operação policial foi claramente orquestrada para finalidades políticas e extrapolou a autoridade policial, que fez um espetáculo exibindo armas pesadas, camuflagem para selva e coordenação com a mídia. Ainda segundo Carneiro, a ilegalidade e prepotência da operação não eximem Lula de responsabilidades e da necessidade de também ser investigado.
No site de notícias UOL, a jornalista Mônica Bergamo trouxe a primeira crítica contundente do Supremo Tribunal Federal (STF) à ação do juiz Sergio Moro, ontem, contra o ex-presidente Lula. Foi do ministro Marco Aurélio Mello. "Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirmou.
"Precisamos colocar os pingos nos is", continuou. Mello criticou o argumento de Moro de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula.
"Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros", e ensinou: "Não se avança atropelando regras básicas".