A EXP Parking vai deixar a operação do estacionamento rotativo de Uberaba. A informação foi confirmada pela Prefeitura, que comunicou ter firmado um distrato amigável com a empresa responsável pela cobrança da Área Azul. Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a EXP seguirá prestando o serviço até 28 de fevereiro, enquanto a pasta elabora os estudos técnicos para dar início a um novo processo licitatório.
“A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informa que, em relação à empresa responsável pela cobrança do estacionamento rotativo, foi firmado um distrato amigável. A empresa permanecerá prestando o serviço até o dia 28 de fevereiro. Paralelamente, a equipe técnica da Pasta já trabalha na elaboração dos estudos necessários para a abertura de um novo processo licitatório”, informou o governo municipal, em nota.
Nos bastidores, circula a informação de que uma nova empresa já estaria as vias de assumir o serviço, com a Indigo sendo citada como possível interessada. No entanto, a substituição não pode ocorrer sem processo licitatório, conforme prevê a legislação.
A EXP assumiu o gerenciamento do estacionamento rotativo em janeiro de 2019. Na época, a empresa pagou, aproximadamente, R$ 4,6 milhões pela concessão do direito de exploração das vagas da Área Azul na cidade.
O serviço do estacionamento rotativo já vinha sendo alvo de questionamentos em Uberaba. Em 2023, a EXP chegou a ser declarada inidônea pelo município, e a Prefeitura já preparava a rescisão do contrato e a abertura de nova licitação.
O que pode mudar no modelo do rotativo
A nota divulgada pela Prefeitura não detalha se a futura licitação manterá o formato atual. Ainda assim, no auge do impasse envolvendo a empresa, a administração municipal chegou a sinalizar que poderia buscar alternativas para a gestão do serviço.
Em junho de 2023, por exemplo, o então secretário adjunto de Defesa Social, Trânsito e Transportes, Claudinei Nunes, afirmou, em entrevista à Rádio JM, que o sistema de parquímetros já era considerado um modelo “ultrapassado” e que experiências de outras cidades vinham sendo analisadas para orientar um novo edital. À época, a meta era adotar uma tecnologia que ampliasse as formas de pagamento, incluindo aplicativo e dinheiro, e reduzisse dificuldades de uso relatadas por motoristas. Apesar desse cenário, não há indicativo oficial, até o momento, de que o desenho defendido naquele período será mantido ou adaptado na nova concessão anunciada pela Semob.